- A paralisia do sono é quando a pessoa acorda, mas o corpo permanece sem responder, podendo incluir alucinações; a OMS aponta que distúrbios do sono afetam 40% a 45% da população.
- O fenômeno ocorre pela dissociação entre cérebro e corpo durante a transição do sono, com o cérebro desperto e o corpo temporariamente paralisado, geralmente ligado ao sono REM.
- Há maior predisposição em adolescentes e adultos jovens, especialmente quem tem privação de sono, horários irregulares, ansiedade, estresse ou histórico familiar; dormir de barriga para cima aumenta o risco.
- O uso excessivo de telas pode atrapalhar a produção de melatonina e fragmentar o sono, elevando a chance de episódios de paralisia do sono.
- Prevenção envolve horários regulares, sono de boa duração, redução do estresse, evitar estimulantes e dormir de lado; durante um episódio, manter a calma, respirar e tentar mover dedos ou a língua; buscar ajuda médica se os episódios forem frequentes ou muito angustiantes.
No ano passado, a Organização Mundial da Saúde classificou distúrbios do sono como uma epidemia global, afetando cerca de 40% a 45% da população. A paralisia do sono envolve despertar com o corpo imóvel, às vezes acompanhado de alucinações, sem risco imediato, mas com forte peso emocional.
A jornalista médica consultou a neurologista Lorena Bochenek, do Hospital Mater Dei Goiânia, para esclarecer a condição e os fatores que favorecem o quadro. Entre os casos conhecidos, destacam-se casos públicos envolvendo Maisa e Whindersson Nunes.
Segundo a especialista, a paralisia do sono é mais comum em adolescentes e adultos jovens, especialmente entre quem tem privação de sono, horários irregulares, ansiedade, estresse ou histórico de depressão. Fatores como dormir de barriga para cima também influenciam.
A relação com o sono REM é central: nessa fase, o cérebro está ativo e o corpo passa por paralisia natural. Na paralisia do sono, o cérebro acorda antes do corpo, gerando a sensação de imobilidade e, às vezes, sensações auditivas ou visuais.
A alimentação não é causa direta, mas pode contribuir. Dietas ricas em cafeína, açúcar, ultraprocessados ou refeições pesadas à noite elevam despertares noturnos, o que pode favorecer episódios em pessoas predispostas.
Causas e fatores de risco
Manter horários regulares, dormir bem e reduzir o estresse são medidas preventivas indicadas pela médica. Evitar estimulantes à noite e preferir posições que favoreçam o sono completo ajudam a reduzir a frequência dos ataques.
O uso excessivo de telas também é citado como fator contributivo, por reduzir a produção de melatonina e manter o cérebro em alerta, fragmentando o sono e aumentando despertares parciais.
Dicas práticas e quando buscar ajuda
Durante um episódio, recomenda-se manter calma, concentrar-se na respiração e tentar mover pequenas partes do corpo. Em casos frequentes, muito angustiantes ou com sonolência diurna, é indicado buscar avaliação médica para descartar distúrbios como a narcolepsia.
O conteúdo também ressalta que, embora a paralisia do sono seja temporária, a confirmação clínica é essencial para orientar o tratamento adequado, quando necessário, especialmente para quem apresenta traumas ou transtornos de ansiedade.
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