- 92 municípios fluminenses começarão a receber a vacina contra dengue, produzida pelo Instituto Butantan, com 33.364 doses no total; 12.500 vão para a capital.
- As primeiras doses são destinados a profissionais da Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos, ACS e ACE; ampliação para outros públicos ocorrerá depois.
- A vacinação do Butantan é para a faixa etária de 12 a 59 anos; a SES-RJ prevê escalonamento para demais grupos conforme disponibilidade, até alcançar adolescentes de 15 anos não vacinados com a vacina do laboratório Takeda.
- A dose é única e protege contra os quatro sorotipos; no Rio de Janeiro, os sorotipos 1 e 2 têm aparecido com mais frequência, e há preocupação com o sorotipo 3, ausente no estado desde 2007.
- Até o dia 20 deste mês, o estado registrou 1.198 casos prováveis de dengue e 56 internações; ações de prevenção após o Carnaval destacam combate ao Aedes aegypti e monitoramento em tempo real pelo MonitoraRJ.
Os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro começam nesta segunda-feira, 23, a receber a nova vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. A distribuição é feita pela SES-RJ. Ao todo, foram recebidas 33.364 doses, das quais 12.500 vão para a capital.
A primeira remessa destina a imunização de profissionais da Atenção Primária do SUS, incluindo trabalhadores administrativos e de apoio das unidades. Médicos, enfermeiros, técnicos, odontólogos e equipes multiprofissionais estão entre os contemplados, além de agentes de saúde e de combate às endemias.
A SES-RJ informou que a vacina do Butantan é licenciada para 12 a 59 anos. A aplicação será escalonada, iniciando com profissionais da APS e avançando conforme a disponibilidade de doses para demais grupos, até atingir adolescentes de 15 anos não vacinados com a outra vacina.
Vacinação
A dose única protege contra os quatro sorotipos da dengue. No estado, os sorotipos 1 e 2 têm predominado. A SES-RJ destaca que há preocupação com a dengue tipo 3, não circulante no Rio desde 2007, o que pode deixar parte da população mais vulnerável.
A estratégia leva em conta a disponibilidade de imunizantes e a situação epidemiológica. Após o Carnaval, ações de prevenção ganham relevância, especialmente com chuvas recentes, calor e movimento intenso de turistas.
Casos prováveis e monitoramento
Até o dia 20, foram registrados 1.198 casos prováveis de dengue, com 56 internações e nenhum óbito confirmado. Também há 41 casos prováveis de chikungunya e 5 internações. Não há confirmação de zika no estado.
O monitoramento é feito pelo MonitoraRJ, que consolidará dados de atendimentos, leitos e positividade. Os 92 municípios permanecem em situação de rotina.
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