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Ministério da Saúde discute qualificação para migração à insulina análoga

Ministério da Saúde e Conasems debatem qualificação de profissionais para migração da insulina humana para a analógica, com piloto em quatro estados

Foto: Marlon Max/MS
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  • O Ministério da Saúde realizou, em Brasília, entre 24 e 25 de fevereiro, uma oficina sobre ações de educação e formação para a migração da insulina humana para insulina análoga no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A iniciativa, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), integra um projeto-piloto que atenderá crianças, jovens e idosos em quatro unidades da federação.
  • A estratégia de migração foi elaborada pelo Grupo de Trabalho de Insulina, coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) em conjunto com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e contou com a participação de Conass, Conasems, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e CNS.
  • A parceria prevê a estruturação de uma rede de multiplicadores e oferta de ensino a distância para capacitar profissionais da atenção primária na transição para insulina análoga, com foco na glargina.
  • Também foi discutida a inclusão da caneta aplicadora reutilizável para insulinas humanas NPH e Regular, adotada em 2025, além da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Diabetes Mellitus tipo 2, que recomenda a insulina análoga de ação prolongada no SUS.

O Ministério da Saúde abriu uma oficina em Brasília para debater ações de educação e formação de profissionais que farão a migração da insulina humana para a insulina análoga no SUS. Participaram SCTIE, SAPS e Conasems, entre outros. A atividade ocorreu de 24 a 25 de fevereiro, como parte de um projeto-piloto que priorizará crianças, adolescentes e idosos em quatro estados.

A iniciativa é resultado do Grupo de Trabalho de Insulina do Ministério, que definiu a estratégia de migração e a qualificação necessária. A SCTIE coordena o processo em conjunto com a SAPS e a SE, com adesão do Conass, Conasems, SBD e CNS. O objetivo é preparar a rede para a transição com embasamento técnico.

A abertura contou com falas da SCTIE, que destacou a segurança técnica e a sustentabilidade da glargina no SUS. A SAPS enfatizou a importância da atenção primária como porta de entrada do sistema para o manejo de diabetes e a continuidade do cuidado.

Cristiane Pantaleão, representante do Conasems, ressaltou que a construção da estratégia ocorreu de maneira pactuada com estados e municípios. Ela afirmou que o alinhamento é essencial para que a implementação chegue aos usuários do SUS de forma organizada.

O programa prevê a formação de multiplicadores que repassarão o conhecimento técnico às equipes locais. Também haverá curso a distância e outras metodologias, visando ampliar a capilaridade da capacitação.

Durante a oficina, foi anunciada a adoção de caneta aplicadora reutilizável para insulinas NPH e regular, implementada em 2025. O dispositivo dura até três anos a partir do primeiro uso, trazendo ganhos logísticos.

Contexto e Protocolo

A migração ocorre em resposta à escassez global de insulinas humanas e tem apoio da CIT, que incluiu as insulinas análogas no Cbaf. A implementação começará com a insulina glargina, em razão de disponibilidade de PDP, e será gradual para permitir ajustes.

A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabetes mellitus tipo 2, publicada em 24 de fevereiro, recomenda a insulina análoga de ação prolongada como opção terapêutica no SUS. Essas mudanças.validate a segurança e a organização da transição.

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