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Reino Unido deve aprender com IA e reter talentos em computação quântica

Reforço britânico investe £1 bilhão em computação quântica para reter talentos nacionais e buscar liderança tecnológica, aprendendo com a corrida de IA

An IBM quantum computer at the Mobile World Congress in Spain. In quantum computers, the information is contained in qubits that can work through vast numbers of different outcomes, which is not possible with classical computers.
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  • O governo do Reino Unido anunciou um investimento de £1 bilhão para ajudar empresas a projetar computadores quânticos em grande escala para cientistas, setor público e negócios.
  • A ministra de Tecnologia, Liz Kendall, afirmou que o objetivo é reter startups, engenheiros e pesquisadoras do país e evitar que talentos sejam atraídos por outros mercados.
  • Kendall disse que é preciso aprender com a dominância dos EUA na corrida pela IA e agir para manter o talento no Reino Unido.
  • Junto ao repasse de £1 bilhão, já anunciado, há mais £1 bilhão para aplicar o quantum em áreas como finanças, farmacêuticos e energia.
  • O objetivo é ter um computador quântico doméstico de ponta até o início da próxima década, embora a tecnologia ainda exija avanços para alcançar plena tolerância a falhas.

O governo do Reino Unido anunciou um investimento de 1 bilhão de libras para apoiar o design de computadores quânticos em grande escala. A medida visa atender cientistas, pesquisadores, setor público e empresas, ampliando a base de talentos no país e evitando a migração de especialistas para o exterior.

O anúncio foi feito pela ministra de Tecnologia, Liz Kendall, em visita ao National Quantum Computing Centre, próximo a Oxford, ao lado da chanceler, Rachel Reeves. A iniciativa integra uma estratégia orientada pela ciência para manter o país na dianteira da tecnologia.

Kendall afirmou que o Reino Unido não pode ficar fora da competição global em tecnologia de ponta, buscando manter startups e pesquisadores qualificados no país. A ministra comentou que muitos talentos buscam apoio financeiro no exterior para crescer e escalar projetos.

Investimento de £1 bilhão

O aporte será aplicado para apoiar o desenvolvimento de computadores quânticos de larga escala, com uso previsto para a comunidade científica, o setor público e o setor privado. Uma segunda linha de apoio de £1 bilhão já foi anunciada, para levar a aplicação prática da quântica em finanças, farmacêuticos e energia.

A iniciativa é parte da política científica do governo, liderada pelo ministro da ciência, Patrick Vallance, e visa ampliar a presença britânica na criação de tecnologia quântica e manter capacidades domésticas de pesquisa e desenvolvimento.

Kendall destacou que o país deseja estar na linha de frente da inovação, com oportunidades de emprego e segurança associadas à construção de uma computação quântica local até o início da próxima década. A ambição ocorre em meio a avanços de empresas privadas no exterior.

Contexto e fundamentos

Especialistas explicam que, embora conquistas recentes acelerem o ritmo da computação quântica, ainda há desafios técnicos, como a necessidade de manter milhares de qubits estáveis para operações com alto grau de fiabilidade. O objetivo britânico envolve superar entraves técnicos e atrair financiamento.

O Reino Unido continua sendo um polo relevante de formação de talentos em IA, ainda que várias operações de grandes companhias norte-americanas façam bases no país. Empresas como DeepMind permanecem associadas ao ambiente britânico, mesmo com ligações a grupos globais.

Estudos e parcerias pretendem alavancar a quântica para áreas como química, farmacologia e energia, com potenciais impactos na descoberta de novos materiais e medicamentos. A estratégia pública busca combinar financiamento, infraestrutura e capacitação de pessoal.

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