- MIT desenvolveu um novo adjuvante de mRNA que aumenta a resposta de células T, com os genes IRF8 e NIK, para melhorar vacinas.
- Em camundongos, o adjuvante ajudou a eradicar a maioria dos tumores, sozinho ou junto com um antígeno tumoral.
- Também aumentou a resposta de células T a vacinas contra influenza e Covid-19.
- As moléculas de mRNA são entregues em nanopartículas lipídicas que visam o baço, ativando células apresentadoras de antígenos e maturando células dendríticas.
- Pesquisadores veem potencial para vacinas contra câncer e doenças infecciosas e pretendem testar em mais modelos animais.
Dois grupos de pesquisa do MIT desenvolveram uma nova forma de amplificar a resposta de células T a vacinas baseadas em mRNA, com potencial para vacinas mais eficazes contra câncer e infecções. O estudo foi publicado em Nature Biotechnology.
A inovação usa um adjuvante de mRNA que codifica IRF8 e NIK, genes que ativam vias de sinalização imunes. Em camundongos, esse adjuvante estimula dendrócitos a maturarem e apresentarem antígenos, fortalecendo a resposta de células T.
As moléculas de mRNA são embaladas em nanopartículas lipídicas, semelhantes às usadas em vacinas de mRNA contra Covid, mas com composição voltada para o baço, onde atuam as células apresentadoras de antígenos.
Resultados em modelos animais
Em modelos de câncer como bexiga, cólon, melanoma e câncer de pulmão metastático, a adição do adjuvante elevou significativamente a resposta de células T e retardou o crescimento tumoral, em muitos casos levando à erradicação.
A combinação com antígenos tumorais aumentou ainda mais a eficácia, enquanto associar o adjuvante a terapias de bloqueio de pontos de checagem também mostrou potencial para ampliar a resposta imune.
Os pesquisadores observaram melhoria na resposta a vacinas contra vírus, com aumento de 10 a 15 vezes nas células T em animais. O objetivo é avançar para novos modelos animais e, futuramente, aplicação em humanos.
Os autores ressaltam que a estratégia reprograma o sistema imune de dentro para fora, proporcionando resposta mais potente e duradoura. O grupo pretende expandir os testes para entender melhor segurança e eficácia.
A pesquisa contou com financiamento de Sanofi, NIH, Marble Center e Koch Institute Support, entre outras fontes. Os resultados ampliam o campo de vacinas imunoterapêuticas para câncer e doenças infecciosas.
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