- Entre 2026 e 2030, as temperaturas globais devem permanecer em níveis recordes ou próximos disso, com 75% de chance de o aquecimento superar temporariamente 1,5 °C acima dos níveis pré‑industriais.
- Há 91% de probabilidade de pelo menos um desses anos superar o limite de 1,5 °C em relação aos níveis pré‑industriais.
- O estudo indica 86% de chance de um dos cinco próximos anos superar 2024 como o mais quente já registrado.
- A projeção aponta aquecimento entre 1,3 °C e 1,9 °C para o período, com contribuição esperada de El Niño em 2026 para agravar as temperaturas.
- O relatório ressalta impactos regionais, como aquecimento mais intenso no Ártico (em torno de 2,8 °C no inverno) e mudanças na precipitação, com mais chuvas em altas latitudes e condições mais secas na Amazônia.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que as temperaturas médias globais devem permanecer em patamar recorde entre 2026 e 2030. Há 75% de chance de o aquecimento superar temporariamente 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. A probabilidade de pelo menos um ano acima desse limite é de 91%.
O estudo, feito com apoio do Met Office, prevê aquecimento entre 1,3 °C e 1,9 °C para esse quinquênio. A projeção considera que a média do conjunto dos cinco anos poderá ultrapassar 2024, hoje o ano mais quente já registrado, com 1,55 °C acima do pré-industrial.
El Niño pode agravar a situação
Especialistas associam o quadro a uma possível ocorrência de um super El Niño em 2026. Esse fenômeno costuma elevar as temperaturas globais e aumentar as chances de 2027 apresentar novo recorde de calor. O Pacífico aquecido intensifica eventos climáticos extremos.
É extremamente improvável, com menos de 1% de probabilidade, que a temperatura média global ultrapasse 2 °C em qualquer dos próximos cinco anos. O relatório também aponta impactos regionais, como aquecimento mais intenso no Ártico, com cerca de 2,8 °C acima da média no inverno, e variações de precipitação.
Impactos regionais e perspectiva de longo prazo
A região ártica deve registrar quedas menores de precipitação em algumas áreas, enquanto outras regiões devem ter mais chuvas em altas latitudes do norte. A Amazônia pode enfrentar condições mais secas, conforme o estudo. Esses padrões influenciam ecossistemas e recursos hídricos locais.
Para a OMM, passagens pontuais acima de 1,5 °C não anulam metas de longo prazo do Acordo de Paris. Ainda assim, episódios dessa natureza devem se tornar mais frequentes conforme o aquecimento avança, elevando riscos a populações e atividades humanas.
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