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Pesquisa do zero: novas metodologias ganham impulso

MIT amplia arqueologia comunitária, conectando saber local à pesquisa acadêmica para resultados mais éticos e parcerias duradouras

“I tell students, ‘Relationships are the task,’” Sonya Atalay says. “I know you want to get in there and carry out fieldwork, but the relationships are everything.”
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  • A pesquisadora Sonya Atalay atua como professora no MIT e lidera a prática da arqueologia baseada em comunidades, conectando saber local a pesquisas acadêmicas.
  • Ela dirige o Center for Braiding Indigenous Knowledges and Science (CBIKS), projeto apoiado pela National Science Foundation, que envolve oito núcleos de pesquisa e coopera com mais de cinqüenta comunidades indígenas.
  • O trabalho busca envolver comunidades no planejamento e execução de pesquisas, buscando resultados mais robustos e éticos, mantendo relações de confiança como etapa central.
  • A abordagem integra diferentes disciplinas (arqueologia, gestão do patrimônio, ciências ambientais, agricultura) em um conceito chamado “convergence science” e usa a metáfora de trançar saberes para unir saberes distintos.
  • Atalay também trabalha em um novo livro, “Braiding Knowledges”, e enfatiza que o modelo comunitário de pesquisa pode contribuir para diversas áreas além das ciências sociais.

A pesquisadora Sonya Atalay atua como referência em arqueologia baseada na comunidade, conectando saberes locais a investigações acadêmicas ao redor do mundo. Sua trajetória acadêmica foi marcada pela busca por métodos mais inclusivos na disciplina.

Durante a coleta de dados para o seu doutorado, Atalay estudou cerâmica em Çatalhöyük, importante assentamento urbano na Turquia, que remonta a pelo menos 7000 a.C. Ela questionou práticas convencionais da arqueologia na época.

A então estudante começou a questionar a exclusão de comunidades locais do processo de pesquisa. Em suas palavras, o conhecimento de quem vive perto dos sítios era essencial para entender o patrimônio, o que a levou a repensar o papel das comunidades no campo.

Ao longo da carreira, Atalay publicou artigos e livros defendendo métodos participativos. Hoje, é professora no MIT e lidera iniciativas que promovem parcerias entre pesquisadores e moradores locais.

Ela dirige o Center for Braiding Indigenous Knowledges and Science (CBIKS), projeto apoiado pela NSF, que forma pesquisadores e impulsiona trabalhos com enfoque comunitário. A líder acredita que essa abordagem gera melhores resultados.

Para além da arqueologia, Atalay defende que a participação comunitária pode beneficiar áreas como engenharia e design, expandindo o alcance de pesquisas éticas e colaborativas.

Sobre a vida profissional, Atalay ingressou ao MIT com tenure em 2024, integrando a Seção de Antropologia. A pesquisadora também atuou em comissões ligadas à repatriação de artefatos indígenas nos EUA.

Raízes e motivação

Crescida perto de Detroit, Michigan, Atalay foi a primeira da família a ingressar na universidade. A ideia de seguir medicina a acompanhou na juventude, mas o interesse pela história antiga ganhou força durante a graduação.

Durante o período universitário, ela conciliou trabalhos para financiar viagens de campo próximas a Roma, o que ampliou sua experiência prática em arqueologia.

Conteúdo e legado

Na UC Berkeley, onde concluiu mestrado e PhD, Atalay passou a defender modelos de pesquisa que envolvam comunidades de forma significativa. Sua obra fundou linhas de trabalho sobre desenvolvimento de projetos, métodos de campo e direitos de propriedade intelectual de povos originários.

Sua visão central é que o início de qualquer estudo deve ser a construção de relacionamento e confiança com as comunidades. Ela ressalta que relações duradouras aceleram bons resultados de pesquisa.

Projetos atuais

No CBIKS, a pesquisadora coordena oito núcleos de pesquisa, com quase 100 acadêmicos e mais de 50 comunidades indígenas. Os temas vão desde manejo ambiental até retorno de sementes a povos nativos, passando pela melhoria de práticas de cultivo.

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