- Ciência aponta efeitos nocivos dos vapes, mas novos produtos com sabores chegam ao mercado.
- Consumo regular eleva a incidência de tumores de boca e pulmão, de acordo com uma análise que revisou vários estudos.
- O vapor pode liberar metais tóxicos como alumínio, níquel, cobre, arsênio e mercúrio, que se acumulam no pulmão em experimentos com ratos.
- A Food and Drug Administration autorizou a venda de vapes com sabores nos Estados Unidos, após pressão da Casa Branca; mudança ocorreu antes houve mudança de comando na agência.
Os vapes, também conhecidos como cigarros eletrônicos, seguem no centro de debates sobre saúde pública. Em meio a novas informações, surgem produtos com sabores atraentes para o consumidor. A discussão envolve evidências científicas recentes e decisões regulatórias.
Nova análise aponta relação entre uso regular de vapes e aumento de tumores de boca e pulmão. Estudos revisados destacam que o vapor, mesmo sem tabaco, pode estar ligado a maior incidência de câncer. O tema alimenta o debate entre cientistas e reguladores.
Experimento em laboratório com ratos indicou presença de metais tóxicos no vapor, como alumínio, níquel, cobre, arsênio e mercúrio. Em quatro dias de teste, os animais foram expostos a múltiplas sessões de inalação, simulando oito tragadas diárias.
Mudança regulatória nos EUA
A FDA autorizou a venda de vapes com sabores no mercado norte-americano, citando avaliação de risco diferente da anterior. A decisão ocorreu após pressão da gestão federal. O caso acompanha a saída do diretor da agência, Marty Makary, pouco após a mudança.
Fontes das pesquisas citadas incluem a avaliação qualitativa sobre carcinogenicidade de e-cigarettes e um estudo sobre deposição de metais nos pulmões, realizados por equipes internacionais.
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