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Adobe encerra aquisição de US$ 20 bilhões da Figma

Reguladores pressionaram; Adobe encerra fusão de $20 billion com Figma e paga $1 billion em indenização de rescisão

An illustration of Adobe and Figma logos.
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  • Adobe e Figma encerraram de comum acordo a fusão de 20 bilhões de dólares, após pressão de reguladores no Reino Unido e na União Europeia.
  • Com a rescisão, a Adobe deverá pagar à Figma uma taxa de rescisão de 1 bilhão de dólares em dinheiro.
  • Reguladores argumentaram que a aquisição poderia criar um near‑monopólio no mercado de software de design, reduzindo a inovação se a Figma não fosse adiante sozinha.
  • A CMA e a Comissão Europeia pressionaram o acordo; a UE encerrou a investigação antitruste após o anúncio.
  • Em comunicados, o presidente da Adobe, Shantanu Narayen, e o CEO da Figma, Dylan Field, afirmaram que seguirão por caminhos independentes, reconhecendo que não há caminho para a aprovação regulatória.

A Adobe encerrou a negociação para adquirir a Figma, avaliando em 20 bilhões de dólares, diante de pressões regulatórias. O anúncio ocorreu na segunda-feira, após dúvidas de autoridades de regulamentação no Reino Unido e na União Europeia sobre o impacto da fusão no mercado de software de design. A decisão levou as empresas a encerrarem o acordo de forma mútua.

Com o término, a Adobe ficará responsável por pagar uma taxa de rescisão de reversão de 1 bilhão de dólares em dinheiro à Figma. A empresa também confirmou que seguirá operando de forma independente, mantendo seu portfólio e estratégia atuais.

Acordo submetido a escrutínio de autoridades, com preocupações ligadas a um possível near-monopólio da Adobe no mercado de software de design. A Figma tem ampliado rapidamente sua base de usuários, o que intensificou o debate sobre inovação e competição caso o negócio fosse fechado.

Medidas regulatórias e desdobramentos

A União Europeia abriu e depois abriu mão de investigações antitruste vinculadas à transação, diante da decisão de cancelamento. No Reino Unido, a CMA já havia indicado objeções que levaram as partes a reavaliar a fusão. A Justiça dos EUA também acompanhava o tema em avaliações separadas.

Dylan Field, CEO da Figma, informou que, apesar de não ver caminho para aprovação regulatória, as empresas analisaram todas as possibilidades e optaram por seguir caminhos distintos. A desistência encerra uma etapa de disputas regulatórias que se estenderam por meses.

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