- A X, controlada por Elon Musk, processa um grupo de grandes anunciantes—incluindo Unilever, Mars, CVS e Ørsted—acusados de fazerem um “boicote ilegal” contra a plataforma, via iniciativa da World Federation of Advertisers (WFA) chamada Global Alliance for Responsible Media (GARM).
- Alega que, ao aderirem ao GARM, as empresas teriam concordado em interromper anunciantes em plataformas consideradas não conformes com padrões de segurança, organizando o boicote para forçar o cumprimento das normas.
- A ação ocorre pouco depois de a X anunciar ter reentrado ao GARM, dizendo estar “entusiasmada” com a participação.
- O fundador e CEO, Elon Musk, pediu publicamente que empresas que tenham sido sistematicamente boicotadas ingressem com ações legais, citando possível responsabilidade criminal sob a lei RICO.
- A X busca que o tribunal declare as ações dos anunciantes ilegais e conceda indenizações a serem apuradas em julgamento; o desfecho definitivo ainda não é conhecido.
X move judicial contra anunciantes por suposto boicote ilegal
A plataforma de Elon Musk processa um grupo de grandes anunciantes por alegar que houve um boicote ilegal contra o X, antes conhecido como Twitter. A ação, protocolada na última terça-feira, afirma que Unilever, Mars, CVS, Ørsted e dezenas de marcas conspiraram para reter bilhões de dólares em receita publicitária ao aderirem a uma iniciativa da World Federation of Advertisers (WFA).
Segundo a ação, a iniciativa Global Alliance for Responsible Media (GARM) exige que empresas repensem a veiculação de anúncios em plataformas que não atendam às normas de segurança. X sustenta que o GARM organizou o boicote à plataforma para pressioná-la a cumprir tais padrões. A ação ocorre mesmo após X anunciar, no mês anterior, estar animada para reingressar à GARM.
A advogada-chefe da X indicou que a evidência está do lado da empresa, em vídeo divulgado pela própria X. A empresa afirma que o boicote visa comprometer a capacidade de X de prosperar. Em resposta, Elon Musk publicou mensagem sugerindo que empresas sujeitas a boicotes sistemáticos por anunciantes devem considerar ações legais, citando possíveis implicações de responsabilização sob leis de corrupción.
Informações adicionais ressaltam que a ação utiliza relatório do comitê jurídico da Câmara dos Deputados dos EUA, de 10 de julho, que criticou condutas supostamente colusivas da WFA e da GARM para desmonetizar conteúdo considerado desfavorável. O documento também cita perguntas do presidente da Comissão, Jim Jordan, sobre por que anunciantes teriam boicotado veículos de conteúdo de direita.
Quem está envolvido e o que implica
A ação cita Unilever, Mars, CVS e Ørsted como parte de um grupo de anunciantes que, segundo a denúncia, participaram do suposto boicote. A X pede que o tribunal declare as ações ilegais e determine indenizações a serem definidas no julgamento. A empresa também aponta para potenciais consequências criminais sob leis de organizações criminosas.
Contexto e desdobramentos recentes
A disputa integra uma série de ações envolvendo o tema do controle de conteúdo e financiamento de plataformas digitais. Observadores ressaltam que a possibilidade de os anunciantes escolherem onde veicular publicidade está amparada pela liberdade de expressão, segundo análises de especialistas em direito. A Check My Ads afirma que anunciantes têm o direito de evitar plataformas que promovam discurso de ódio ou teorias conspiratórias.
O caso permanece em fase inicial, e o desfecho dependerá de comprovação das alegações e de eventuais defesas apresentadas pelos envolvidos. A reportagem aguarda novas informações oficiais sobre o andamento do processo e sobre eventuais impactos no ecossistema de publicidade digital.
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