O JPMorgan rebaixou a ação da Yduqs (YDUQ3) de overweight para neutra, citando o aumento do custo de capital devido às altas taxas de juros. O banco prefere a Cogna (COGN3), que apresenta maior geração de fluxo de caixa livre e está negociando a um preço mais atrativo, com um múltiplo de 4,7 vezes Preço/Lucro, […]
O JPMorgan rebaixou a ação da Yduqs (YDUQ3) de overweight para neutra, citando o aumento do custo de capital devido às altas taxas de juros. O banco prefere a Cogna (COGN3), que apresenta maior geração de fluxo de caixa livre e está negociando a um preço mais atrativo, com um múltiplo de 4,7 vezes Preço/Lucro, em comparação a 5,7 vezes da Yduqs. Na Bolsa brasileira, as ações reagiram com COGN3 subindo 1,63% para R$ 1,25, enquanto YDUQ3 caiu 5,71%, a R$ 8,58.
A análise do setor de educação superior mostra que a Kroton, da Cogna, está crescendo suas receitas a uma taxa de 8% ao ano, superando a alta de 6% da Yduqs. Além disso, a Kroton apresenta um ciclo de cobrança mais eficiente, com 40 dias de contas a receber, em contraste com 94 dias da Yduqs. O preço-alvo para Yduqs foi reduzido de R$ 18 para R$ 10,50 até dezembro de 2025, refletindo o impacto do maior custo de capital.
Fora do Ibovespa, o JPMorgan também rebaixou a Ânima (ANIM3) de compra para neutra, favorecendo a Ser (SEER3), que recebeu recomendação de compra. A Ânima é considerada mais alavancada, com uma relação de 2,9 vezes Dívida Líquida/EBITDA, enquanto a Ser tem 2,1 vezes. As ações da Ânima caíram 3,55% para R$ 1,63, enquanto SEER3 subiu 0,91%, a R$ 4,45.
O JPMorgan retirou o preço-alvo para Ânima, que era de R$ 7, e reduziu o preço-alvo para Ser de R$ 12 para R$ 9 até dezembro de 2025. O setor é considerado altamente descontado, e um possível catalisador positivo seria a conversão de lucros em caixa para distribuição aos acionistas. Além disso, um novo marco regulatório para o ensino a distância está previsto, o que pode trazer restrições, mas também removerá obstáculos para o setor.
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