O preço dos ovos, que encerrou 2023 com uma queda de 4,5%, registrou um aumento de 10,6% em janeiro, conforme dados do IGP-10 divulgados pelo FGV Ibre. Essa alta é atribuída à substituição das carnes, que tiveram um aumento significativo no final do ano passado. Embora o IGP-10 indique uma redução no preço do boi […]
O preço dos ovos, que encerrou 2023 com uma queda de 4,5%, registrou um aumento de 10,6% em janeiro, conforme dados do IGP-10 divulgados pelo FGV Ibre. Essa alta é atribuída à substituição das carnes, que tiveram um aumento significativo no final do ano passado. Embora o IGP-10 indique uma redução no preço do boi no pasto, essa tendência não deve impactar os preços dos ovos nas prateleiras, segundo André Braz, coordenador dos Índices de Preço do FGV Ibre.
Braz explica que, com o aumento dos preços das carnes, os consumidores tendem a buscar fontes de proteína mais acessíveis, como os ovos. Essa mudança não substitui completamente a carne, mas leva a um aumento no consumo de ovos. Historicamente, os preços dos ovos costumam subir entre março e abril, especialmente durante a Quaresma, quando muitos católicos evitam carne vermelha. No entanto, este ano, esse movimento já está se antecipando.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP), a produção de ovos no Brasil deve atingir 3,94 bilhões de dúzias, representando um crescimento de 3,4% em relação às expectativas para 2024. Em 2023, a produção já havia aumentado 10,5% entre janeiro e setembro. Apesar do aumento na oferta, Braz alerta que a demanda pode crescer mais rapidamente, o que pode resultar em preços mais altos.
Entre o Carnaval e a Semana Santa, a demanda por ovos tende a aumentar, independentemente da oferta. Isso ocorre devido à substituição das carnes e ao aumento do consumo pela indústria, que utiliza ovos na produção de colombas e outros produtos típicos da Páscoa. Portanto, mesmo com uma oferta maior, os preços dos ovos podem continuar a subir durante esse período.
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