A Wickbold e o grupo mexicano Bimbo, que está em processo de aquisição da fabricante brasileira, manifestaram descontentamento com a inclusão da Pandurata Alimentos, dona da Bauducco e Visconti, como “terceira interessada” no processo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os advogados das duas empresas solicitaram ao Cade que desabilitasse a Pandurata, argumentando que […]
A Wickbold e o grupo mexicano Bimbo, que está em processo de aquisição da fabricante brasileira, manifestaram descontentamento com a inclusão da Pandurata Alimentos, dona da Bauducco e Visconti, como “terceira interessada” no processo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os advogados das duas empresas solicitaram ao Cade que desabilitasse a Pandurata, argumentando que sua participação não traria contribuições relevantes, mas sim atrasos na análise da operação.
A Pandurata foi admitida como “terceira interessada” ao alegar que a fusão entre Bimbo e Wickbold poderia prejudicar a concorrência, sugerindo a necessidade de “remédios antitruste”. Em resposta, Wickbold e Bimbo afirmaram que a intervenção da Pandurata era desnecessária e visava apenas tumultuar o processo, sem apresentar evidências que justificassem sua habilitação.
Os advogados destacaram que a alegação de “insuficiência de prazo” por parte da Pandurata era infundada, considerando sua experiência e a rivalidade intensa com a Bimbo. Eles mencionaram que a escolha da localização de uma nova planta produtiva da Pandurata foi feita estrategicamente ao lado da unidade da Bimbo em Mogi das Cruzes, evidenciando a concorrência acirrada entre as empresas.
Apesar dos argumentos apresentados, o Cade decidiu manter a Pandurata como “terceira interessada”, mas atendeu a um pedido de Wickbold e Bimbo, exigindo que a dona da Bauducco readeque os dados que foram apresentados para análise do caso.
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