Os preços de importação de celulose de fibra curta na China aumentaram US$ 17 por tonelada, alcançando US$ 563/t na última semana, enquanto os preços de revenda também subiram. Para a fibra longa, o preço de importação subiu US$ 9/t, totalizando US$ 782/t. O Goldman Sachs atribui essa alta à paralisação da Chenming, uma das […]
Os preços de importação de celulose de fibra curta na China aumentaram US$ 17 por tonelada, alcançando US$ 563/t na última semana, enquanto os preços de revenda também subiram. Para a fibra longa, o preço de importação subiu US$ 9/t, totalizando US$ 782/t. O Goldman Sachs atribui essa alta à paralisação da Chenming, uma das principais fabricantes de papel da China, considerando esse evento como o mais relevante para o aumento dos preços de celulose e papel nos últimos meses.
O banco americano prevê que novos aumentos de preços para ambas as fibras podem ocorrer em fevereiro, impulsionados pela continuidade da paralisação da Chenming e por interrupções temporárias na oferta, com manutenções programadas na América Latina. Analistas do Goldman destacam que a demanda por fibra curta deve ser sustentada pela substituição da fibra longa, apesar de um aumento significativo na oferta nos próximos anos.
Entretanto, o Goldman Sachs alerta que uma recuperação sustentável nos preços da celulose depende de os valores atingirem o custo marginal antes que cortes de oferta e recomposição de estoques sejam acionados. A paralisação da Chenming tem impedido que os preços alcancem esse custo, e a expectativa é de que os compradores na China não estejam prontos para recompor estoques devido a incertezas no mercado.
O Bradesco BBI também comentou sobre o aumento dos preços, confirmando que as iniciativas de elevação devem ser bem-sucedidas, com aumentos de US$ 20/t para fibra curta e US$ 10/t para fibra longa. Apesar das incertezas macroeconômicas, os analistas esperam que os preços da celulose se aproximem de US$ 600/t até 2025.
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