As ações da XP Inc. na Nasdaq (BDR: XPBR31) apresentaram uma alta de aproximadamente 3% nesta sexta-feira, 24 de janeiro, alcançando US$ 12,57 às 11h07 (horário de Brasília). O aumento ocorre após o UBS BB elevar a recomendação das ações de neutra para compra, destacando que o cenário macroeconômico desafiador já está refletido nos preços […]
As ações da XP Inc. na Nasdaq (BDR: XPBR31) apresentaram uma alta de aproximadamente 3% nesta sexta-feira, 24 de janeiro, alcançando US$ 12,57 às 11h07 (horário de Brasília). O aumento ocorre após o UBS BB elevar a recomendação das ações de neutra para compra, destacando que o cenário macroeconômico desafiador já está refletido nos preços dos papéis. Os analistas Thiago Batista, Olavo Arthuzo e Beatriz Shinye afirmaram que o valuation da empresa já incorporou as dificuldades do mercado brasileiro.
O UBS BB observou que as ações da XP estão sendo negociadas a múltiplos próximos das mínimas históricas, com um preço sobre lucro (P/L) estimado de 8,2 vezes para 2025, o que é considerado barato em comparação com a média de 15 vezes de seus pares internacionais. Além disso, a XP apresenta um P/L inferior ao de instituições locais, que gira em torno de 9,0 vezes. Os analistas ressaltaram que a XP possui um modelo de negócios menos dependente de ativos, resultando em um risco de crédito significativamente menor.
A equipe de análise do UBS BB também elogiou a recente estratégia da XP de expandir para o modelo B2C, que pode melhorar a alocação de investimentos e a experiência do consumidor. Embora a empresa tenha custos fixos mais elevados, a mudança na distribuição pode potencialmente aumentar a margem líquida a longo prazo. O preço-alvo das ações foi ajustado de US$ 19 para US$ 16, refletindo novas previsões de lucro e um custo de patrimônio líquido mais alto, mas ainda representa uma valorização potencial de 31% em relação ao fechamento anterior.
As previsões de lucro para 2025 e 2026 foram revisadas para baixo em cerca de 7%, com estimativas de R$ 4,7 bilhões em 2025 e R$ 5,4 bilhões em 2026, indicando uma expansão de 7% no lucro por ação em 2025 e 14% em 2026.
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