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Marcos Lisboa critica falta de agenda para fortalecer instituições no Brasil

- Marcos Lisboa critica a falta de independência das agências reguladoras no Brasil. - Ele destaca que Fernando Henrique Cardoso foi o último a investir nessa agenda. - Lisboa afirma que mudanças nas metas não resolverão a inflação e juros. - O economista alerta sobre o risco de perder o crescimento do PIB acumulado. - Compara a facilidade de emendar a Constituição no Brasil com a dificuldade nos EUA.

Marcos Lisboa, economista e ex-secretário de Política Econômica, participou do programa VEJA Mercado nesta sexta-feira, 31 de janeiro. Em entrevista ao repórter Diego Gimenes, ele destacou a falta de uma agenda para fortalecer a independência de instituições e agências reguladoras no Brasil, lamentando que Fernando Henrique Cardoso foi o último presidente a investir nessa questão. […]

Marcos Lisboa, economista e ex-secretário de Política Econômica, participou do programa VEJA Mercado nesta sexta-feira, 31 de janeiro. Em entrevista ao repórter Diego Gimenes, ele destacou a falta de uma agenda para fortalecer a independência de instituições e agências reguladoras no Brasil, lamentando que Fernando Henrique Cardoso foi o último presidente a investir nessa questão. Lisboa enfatizou a necessidade de uma estratégia que reforce os freios e contrapesos das agências de Estado e o respeito aos mandatos.

Lisboa também abordou a inflação, afirmando que o problema é urgente e que uma mudança na meta não seria suficiente para reduzir os juros na economia. Ele expressou preocupação com o risco de o Brasil perder o crescimento acumulado do PIB na última década e discutiu a reeleição, considerando-a um dos maiores males do país. Apesar das dificuldades, ele ressaltou que o Brasil não é apenas um país de más notícias.

O economista fez uma comparação entre a dificuldade de emendar a Constituição nos Estados Unidos e a facilidade no Brasil, além de criticar o respeito às agências reguladoras de saúde em países como a Inglaterra em contraste com a situação do Banco Central no Brasil. Lisboa concluiu que o problema do país é mais profundo, envolvendo tanto o Executivo quanto o Judiciário.

O programa VEJA Mercado é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira nas redes sociais e no VEJA+, além de estar disponível no Spotify. A transmissão é oferecida pela JHSF.

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