A presidente do México, Claudia Sheinbaum, nomeou José Gabriel Cuadra Garcia para o conselho do banco central, conforme documento obtido pela Bloomberg News. A indicação, que precisa ser aprovada pelo Senado, ocorre após a saída da vice-governadora Irene Espinosa em 31 de dezembro. A proposta foi apresentada à Comissão de Finanças do Senado em 1º […]
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, nomeou José Gabriel Cuadra Garcia para o conselho do banco central, conforme documento obtido pela Bloomberg News. A indicação, que precisa ser aprovada pelo Senado, ocorre após a saída da vice-governadora Irene Espinosa em 31 de dezembro. A proposta foi apresentada à Comissão de Finanças do Senado em 1º de fevereiro, com o Ministério das Finanças ciente da nomeação.
Cuadra, economista com mais de 20 anos no Banxico (Banco do México), atualmente dirige o departamento de estudos econômicos. Ele é responsável por modelos de regras de política monetária, fundamentais para as decisões do banco. Carlos Serrano, economista-chefe do BBVA México, elogiou Cuadra, afirmando que ele possui um “profundo conhecimento da política monetária e do sistema financeiro”, o que será bem recebido pelos mercados.
A experiência de Cuadra é vista como essencial para as discussões do conselho, segundo Gabriel Casillas, do Barclays Plc. Ele também mencionou um relatório do Banxico que sugere a possibilidade de cortes nas taxas de juros, indicando uma postura “dovish” de Cuadra, em contraste com a abordagem mais agressiva de Espinosa. O banco central já reduziu a taxa de juro de referência para 10% nas últimas quatro reuniões, em resposta à desaceleração da inflação.
A economia mexicana enfrenta desafios, incluindo a primeira contração trimestral desde 2021, com o PIB caindo 0,6% no quarto trimestre. A próxima decisão de política monetária do Banxico está marcada para 6 de fevereiro, e analistas esperam novos cortes nas taxas. A nomeação de Cuadra pode ajudar a estabilizar o mercado, especialmente após a imposição de tarifas de 25% sobre importações mexicanas pelos EUA, que aumentam a incerteza econômica.
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