Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Setor privado brasileiro investe em centros de pesquisa para impulsionar inovação tecnológica

- O Hospital Alemão Oswaldo Cruz lançou o projeto CV-Genes, focado em doenças cardiovasculares. - A pesquisa envolve 3.734 pacientes e é realizada em parceria com o Grupo Fleury. - Desde 2019, o hospital mantém um Centro Internacional de Pesquisa com 115 médicos. - O Brasil possui apenas dez centros de P&D privados, refletindo um crescimento no setor. - A autonomia dos centros de P&D permite inovações alinhadas às necessidades do mercado.

Desde 2019, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, localizado próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, abriga um Centro Internacional de Pesquisa que conta com cinquenta pesquisadores e 115 médicos envolvidos em 152 projetos em andamento. A iniciativa, que se conecta com 200 hospitais brasileiros e centros de ciência médica em mais de cinquenta países, reflete […]

Desde 2019, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, localizado próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, abriga um Centro Internacional de Pesquisa que conta com cinquenta pesquisadores e 115 médicos envolvidos em 152 projetos em andamento. A iniciativa, que se conecta com 200 hospitais brasileiros e centros de ciência médica em mais de cinquenta países, reflete um movimento crescente no setor privado brasileiro em direção à criação de centros próprios de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Segundo José Marcelo de Oliveira, presidente do hospital, essa área é crucial para melhorar a eficiência, qualidade, segurança, experiência do paciente e excelência no cuidado.

O Brasil possui atualmente 248 centros de pesquisa, dos quais apenas dez são exclusivamente privados. Em comparação, a China e os Estados Unidos têm uma proporção maior de centros privados. Apesar das universidades ainda dominarem o cenário, o setor privado tem avançado, impulsionado por incentivos fiscais e a capacidade de atrair talentos. Valter Pieracciani, consultor de inovação, destaca que líderes corporativos têm reconhecido os benefícios de investir em centros próprios, o que tem tornado o Brasil um local competitivo para multinacionais.

No setor de tecnologia, o Venturus se destaca como um centro de P&D que, desde sua autonomia em 2005, expandiu sua atuação para áreas como inteligência artificial e blockchain, com um orçamento anual de R$ 250 milhões. Já no setor farmacêutico, o laboratório Aché destina 6% de sua receita líquida anual a pesquisa, totalizando cerca de R$ 400 milhões em 2025, com foco em inovações como medicamentos que dispensam água para ingestão. A WEG, por sua vez, investiu R$ 832 milhões em pesquisa em 2023, desenvolvendo tecnologias para energia e sustentabilidade.

As pesquisas no Hospital Oswaldo Cruz focam em áreas críticas como oncologia e cardiologia, com projetos como o CV-Genes, que investiga fatores genéticos de doenças cardiovasculares em 3.734 pacientes. Oliveira ressalta a importância de alinhar esforços e investimentos à estratégia das empresas para evitar desperdícios. A perspectiva é de crescimento no número de centros privados de P&D, especialmente em tecnologia e soluções inovadoras, conforme aponta Pieracciani, que vê um futuro promissor para a engenharia nacional.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais