O presidente do Assaí, Belmiro Gomes, defendeu a proposta de permitir a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados, afirmando que a intenção é garantir um “preço justo” aos consumidores, não apenas combater a inflação alimentar. Em sua conta no LinkedIn, ele destacou que, assim como farmácias vendem alimentos, o varejo alimentar poderia […]
O presidente do Assaí, Belmiro Gomes, defendeu a proposta de permitir a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados, afirmando que a intenção é garantir um “preço justo” aos consumidores, não apenas combater a inflação alimentar. Em sua conta no LinkedIn, ele destacou que, assim como farmácias vendem alimentos, o varejo alimentar poderia comercializar MIPs com regulação e segurança, como já ocorre em diversos países. A proposta, que surgiu em um pacote de sugestões enviado ao governo em novembro, enfrenta resistência de representantes de farmácias, que questionam a viabilidade do controle de preços.
Atualmente, o debate sobre a proposta está paralisado na Câmara dos Deputados, onde existem 11 projetos relacionados ao tema. Gomes argumenta que a venda de MIPs poderia ajudar a reduzir a inflação, uma vez que os supermercados teriam margens mais altas com esses produtos, repassando os ganhos aos preços dos alimentos. No entanto, redes de farmácias criticam essa ideia, afirmando que o mercado de varejo opera de forma autônoma, dificultando um controle contínuo de preços.
O executivo da Raia Drogasil, Eugenio De Zagottis, também se manifestou, ressaltando que a questão não é a entrada dos supermercados no mercado de medicamentos, mas sim a necessidade de seguir as mesmas normas rigorosas de controle e fiscalização que as farmácias devem obedecer. Supermercados teriam que contar com farmacêuticos disponíveis 24 horas e seguir as diretrizes da Anvisa, o que levanta preocupações sobre a falta de um plano claro por parte dos supermercados.
A discussão gira em torno de como os potenciais ganhos de rentabilidade dos supermercados com a venda de remédios sem receita impactariam os preços ao consumidor. Enquanto líderes do setor acreditam que a competição levaria a um repasse de preços, as drogarias permanecem céticas, temendo que a entrada do varejo alimentar comprimisse suas margens, que atualmente variam entre 35% e 38% em itens de venda livre. A questão central permanece: como garantir que os benefícios cheguem efetivamente ao consumidor final.
Entre na conversa da comunidade