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Diageo retira previsão de vendas devido a incertezas tarifárias nos Estados Unidos

- Diageo retirou previsão de crescimento de 5% a 7% devido a incertezas econômicas. - A iminente imposição de tarifas nos EUA pode afetar vendas de tequila e uísque. - A empresa importa cerca de 40% de seus produtos do México e Canadá, impactando lucros. - A CEO, Debra Crew, busca diálogo com autoridades sobre efeitos nas indústrias. - Ações da Diageo caíram 20% em um ano, refletindo pressão de investidores e mercado.

Diageo, fabricante de bebidas alcoólicas, anunciou a retirada de sua previsão de crescimento de vendas de cinco a sete por cento, citando incertezas macroeconômicas e geopolíticas em seus principais mercados. A CEO, Debra Crew, destacou que a situação atual torna complexa a capacidade da empresa de fornecer previsões atualizadas. A decisão ocorre em meio a […]

Diageo, fabricante de bebidas alcoólicas, anunciou a retirada de sua previsão de crescimento de vendas de cinco a sete por cento, citando incertezas macroeconômicas e geopolíticas em seus principais mercados. A CEO, Debra Crew, destacou que a situação atual torna complexa a capacidade da empresa de fornecer previsões atualizadas. A decisão ocorre em meio a um aumento de 10% nas tarifas de importação dos EUA sobre produtos da China, com possíveis repercussões para o México e o Canadá, que são importantes fornecedores para a Diageo.

As tarifas planejadas podem impactar diretamente as vendas de tequila e uísque canadense, produtos que representam uma parte significativa do portfólio da empresa. Atualmente, cerca de 40% dos produtos da Diageo vendidos nos EUA são importados do México e do Canadá, o que representa um desafio considerável, especialmente com a América do Norte respondendo por 38% da receita global da companhia. A empresa está em diálogo com a administração dos EUA para discutir os efeitos das tarifas na indústria de hospitalidade.

Para mitigar o impacto das tarifas, Diageo considera ajustar preços, promoções e estoques, além de uma possível reafetação de investimentos. No primeiro semestre, a empresa registrou uma queda de 12% no lucro líquido, totalizando 1,9 bilhão de dólares, e uma redução de 1% nas vendas, que somaram 10,9 bilhões de dólares. As ações da Diageo caíram cerca de 0,25% na Bolsa de Londres, refletindo a pressão do mercado.

Analistas apontam que a ameaça constante de tarifas tem gerado um impacto real nos resultados de empresas internacionais, especialmente no setor de bebidas. A Diageo, que enfrenta um cenário de vendas em declínio e mudanças nas preferências dos consumidores, está sob pressão para ajustar suas metas de crescimento, que já eram consideradas difíceis de alcançar. A empresa, no entanto, reportou um aumento de participação de mercado em várias regiões, impulsionado pelo desempenho de marcas como Don Julio e Crown Royal.

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