Em 1968, o empresário italiano Aurelio Peccei e o chefe de assuntos científicos da OCDE, Alexander King, fundaram o Club de Roma, um grupo que reúne especialistas para discutir problemas globais interconectados. Em 1972, o clube lançou o livro “Os limites do crescimento”, que alertava sobre as consequências do crescimento populacional e da exploração de […]
Em 1968, o empresário italiano Aurelio Peccei e o chefe de assuntos científicos da OCDE, Alexander King, fundaram o Club de Roma, um grupo que reúne especialistas para discutir problemas globais interconectados. Em 1972, o clube lançou o livro “Os limites do crescimento”, que alertava sobre as consequências do crescimento populacional e da exploração de recursos sem controle, propondo um equilíbrio entre economia e ecologia.
Apesar das discussões geradas pelo relatório e da crise do petróleo de 1973, a década seguinte viu a ascensão do modelo capitalista neoliberal, caracterizado por privatizações e redução do papel do Estado. Em 1992, o clube publicou uma atualização, “Mais além dos limites do crescimento”, que refletia as mudanças políticas e sociais da época, mas a crise ambiental se intensificou nas décadas seguintes, levando a um descontentamento social crescente.
Recentemente, o Club de Roma lançou o relatório “Um planeta para todos”, que utiliza modelos avançados para analisar a sustentabilidade global e propõe cinco mudanças essenciais nas próximas décadas. Baseado nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o relatório questiona a viabilidade desses objetivos e sugere transformações urgentes para alcançar uma prosperidade sustentável.
Os autores do relatório, incluindo especialistas de instituições renomadas, utilizam o modelo Earth4All para examinar as dinâmicas entre fatores como população e produção. O relatório conclui com um apelo à ação, destacando medidas que cidadãos devem exigir de seus líderes para garantir um futuro justo e sustentável para todos.
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