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Puma reduz importações da China para os EUA em meio a tensões comerciais crescente

- A Puma reduziu importações da China de 30% para 10% devido à guerra comercial. - CEO Arne Freundt admitiu erros em previsões financeiras e anunciou cortes de custos. - A marca foca em produtos de maior valor, como o Speedcat, para impulsionar vendas. - Aumento de concorrência com a Adidas, que teve resultados melhores que a Puma. - Freundt acredita que nova estratégia de marketing pode gerar crescimento lucrativo.

A Puma reduziu significativamente suas importações de tênis fabricados na China para os Estados Unidos, passando de 30% para apenas 10% devido à intensificação da guerra comercial entre as duas potências. O CEO Arne Freundt destacou que a empresa tem buscado fornecedores em países como Vietnã e Indonésia, adaptando-se a um cenário comercial incerto, especialmente […]

A Puma reduziu significativamente suas importações de tênis fabricados na China para os Estados Unidos, passando de 30% para apenas 10% devido à intensificação da guerra comercial entre as duas potências. O CEO Arne Freundt destacou que a empresa tem buscado fornecedores em países como Vietnã e Indonésia, adaptando-se a um cenário comercial incerto, especialmente após a vitória de Donald Trump nas eleições de 2022, que trouxe novas tarifas e restrições.

Freundt enfatizou a importância de estar próximo do mercado e de manter um fluxo constante de informações sobre o comportamento do consumidor. Ele realizou reuniões com a equipe para avaliar a situação atual e a reação dos concorrentes. A estratégia da Puma de diversificar suas fontes de produtos pode proporcionar uma vantagem competitiva, permitindo que a empresa reaja mais rapidamente às mudanças do mercado.

Apesar de um início promissor em outubro, a demanda por produtos da Puma caiu em novembro, especialmente na China e na América Latina. Isso resultou em um desempenho abaixo das expectativas no quarto trimestre, levando a uma revisão das metas financeiras e a uma queda significativa nas ações da empresa. Freundt reconheceu que a comunicação das expectativas precisa ser mais cautelosa, especialmente em um setor tão volátil.

Recentemente, a Puma anunciou um programa de corte de custos para mitigar os impactos de um dólar americano mais forte. Freundt afirmou que, embora a empresa não planeje demissões, há espaço para simplificação em áreas como aquisição e logística. A marca também está focando em produtos de maior valor, como tênis que custam mais de US$ 100, e se preparando para uma campanha de marketing em torno do modelo Speedcat, que promete ser um dos destaques da próxima temporada.

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