A inflação na Argentina registrou 2,2% em janeiro, o menor índice mensal desde julho de 2020, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas (Indec). A taxa anual caiu para 84,5%, marcando a primeira vez que fica abaixo de 100% desde janeiro de 2023. O Ministério da Economia destacou que essa desaceleração é um sinal da […]
A inflação na Argentina registrou 2,2% em janeiro, o menor índice mensal desde julho de 2020, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas (Indec). A taxa anual caiu para 84,5%, marcando a primeira vez que fica abaixo de 100% desde janeiro de 2023. O Ministério da Economia destacou que essa desaceleração é um sinal da continuidade do processo de desinflação, com o setor de Restaurantes e hotéis liderando os aumentos, enquanto vestuário e calçados apresentaram queda de 0,7%.
O presidente Javier Milei, que assumiu o cargo há pouco mais de um ano, implementou medidas de austeridade que contribuíram para estabilizar a economia. A inflação mensal, que atingiu um pico de 25,5% em dezembro de 2023, tem mostrado uma tendência de queda desde então. A redução do orçamento governamental e a eliminação de impostos sobre compras em dólares foram algumas das ações que ajudaram a controlar os preços.
Os economistas preveem que a inflação anual pode cair para 23% em 2024, enquanto o governo estima 18% para 2025. O Banco Central também reduziu as taxas de juros em 300 pontos-base, para 29%, com base nas expectativas de queda da inflação. O Ministro da Economia, Luis Caputo, expressou otimismo, afirmando que a taxa mensal pode ficar abaixo de 2% a partir de fevereiro.
Apesar dos avanços, a Argentina enfrenta desafios significativos, como uma recessão econômica e um aumento da pobreza, que atingiu 52,9% da população. A redução da inflação é crucial para Milei, que busca eliminar controles de capital que afetam investimentos. A consultoria Eco Go prevê que a inflação continue a cair, possivelmente abaixo de 2% na segunda metade do ano.
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