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Governo Milei inicia privatização de mais de 9.000 km de estradas argentinas

- O governo argentino privatiza mais de 9.000 quilômetros de estradas, visando eficiência. - A Corredores Viales SA, endividada, permitirá participação do setor privado na gestão. - Dados alarmantes indicam que 45% das estradas estão em estado crítico, segundo Adorni. - O sindicato rodoviário teme demissões, lembrando perdas de empregos na década de 1990. - A privatização é parte do plano de Javier Milei para modernizar a infraestrutura argentina.

O governo da Argentina anunciou a privatização de mais de 9.000 quilômetros de estradas, com a aprovação do processo para a empresa Corredores Viales SA, que gerencia a infraestrutura rodoviária. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, informou que a empresa aceitará capital privado para realizar obras, permitindo que os investidores recebam receitas de pedágios. Adorni destacou […]

O governo da Argentina anunciou a privatização de mais de 9.000 quilômetros de estradas, com a aprovação do processo para a empresa Corredores Viales SA, que gerencia a infraestrutura rodoviária. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, informou que a empresa aceitará capital privado para realizar obras, permitindo que os investidores recebam receitas de pedágios. Adorni destacou que “os pedágios estavam aumentando enquanto as estradas estavam caindo aos pedaços”.

A decisão é parte dos planos do presidente Javier Milei para avançar com a privatização no país. Dados apresentados por Adorni indicam que 45% das rotas operadas pela Corredores Viales estão em estado crítico, com atrasos tarifários de 45% em relação à tarifa técnica. Além disso, a empresa enfrenta uma dívida de 142 bilhões de pesos (aproximadamente R$ 766 milhões) e perdas acumuladas de US$ 268 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhões).

A Agência de Transformação de Empresas Públicas, ligada ao Ministério da Economia, será responsável por implementar as mudanças, incluindo a rescisão de contratos de concessão de 10 trechos da Corredores Viales. Adorni afirmou que isso permitirá ao setor privado encontrar melhores formas de terceirizar obras, sem as limitações da legislação atual.

A notícia gerou preocupação entre os trabalhadores do setor. O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Rodoviários, Fabián Catanzaro, alertou que experiências anteriores na década de 1990 resultaram na redução significativa da força de trabalho, de 8.000 para 3.000 trabalhadores. O sindicato está “em alerta e mobilizado” diante das mudanças propostas.

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