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GPA registra prejuízo de R$ 1,1 bilhão no 4T24, enquanto Carrefour lucra R$ 1,17 bilhão

- O GPA registrou prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão, aumento de 264% em um ano. - O Carrefour reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,17 bilhões, alta de 240,5%. - GPA destaca melhorias no EBITDA e receita líquida, apesar das perdas significativas. - Contingências tributárias do GPA somam R$ 6 bilhões, com acordos em andamento. - Carrefour enfrenta desafios no varejo, mas mantém crescimento em outras divisões.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou um prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre de 2024, um aumento de 264% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a perda foi de R$ 303 milhões. O resultado foi impactado por temas estruturantes e excepcionais, com um prejuízo de R$ 737 milhões […]

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou um prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre de 2024, um aumento de 264% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a perda foi de R$ 303 milhões. O resultado foi impactado por temas estruturantes e excepcionais, com um prejuízo de R$ 737 milhões nas operações continuadas, muito acima da perda de R$ 91 milhões em 2023. Apesar disso, o EBITDA ajustado cresceu 25,4%, alcançando R$ 498 milhões, e a receita líquida aumentou 6,3%, totalizando R$ 5,2 bilhões.

O diretor financeiro do GPA, Rafael Russowsky, destacou que a empresa está buscando acordos para reduzir contingências de PIS e Cofins, que somam cerca de R$ 6 bilhões. Ele mencionou que a companhia já conseguiu uma redução significativa nas provisões relacionadas ao ICMS, resultado de acordos com os Estados de São Paulo e Bahia. Russowsky também afirmou que a empresa está trabalhando para mitigar os riscos dessas contingências, embora não possa fornecer detalhes adicionais no momento.

Por outro lado, o Carrefour (CRFB3) teve um desempenho positivo, com lucro líquido ajustado de R$ 1,17 bilhão no quarto trimestre de 2024, um crescimento de 240,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado foi de R$ 1,91 bilhão, com um aumento de 2,2%. Apesar de um crescimento nas receitas totais de 5,3%, o segmento de varejo enfrentou desafios, com uma queda de 7,6% nas vendas líquidas.

Analistas da XP e do Itaú BBA avaliaram os resultados do GPA como mistos, destacando a pressão de despesas estruturais e provisões fiscais que impactaram o lucro líquido. O GPA continua a focar em clientes de alta renda em São Paulo, buscando superar os desafios econômicos. O Carrefour, embora tenha apresentado resultados mistos, mostrou crescimento em suas divisões, especialmente no Atacadão, mas ainda enfrenta desafios de rentabilidade no varejo.

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