Executivos de bancos líderes no mercado de capitais do Brasil projetam uma queda nas vendas de títulos locais em 2024, após um ano recorde em 2023. Felipe Wilberg, diretor de renda fixa do Itaú BBA, destacou que as empresas aproveitaram condições favoráveis no ano passado, vendendo R$ 498,24 bilhões em títulos, quase o dobro de […]
Executivos de bancos líderes no mercado de capitais do Brasil projetam uma queda nas vendas de títulos locais em 2024, após um ano recorde em 2023. Felipe Wilberg, diretor de renda fixa do Itaú BBA, destacou que as empresas aproveitaram condições favoráveis no ano passado, vendendo R$ 498,24 bilhões em títulos, quase o dobro de 2023. Neste ano, a emissão total caiu 29%, somando R$ 28,6 bilhões, devido a custos mais altos e incertezas econômicas.
A deterioração econômica e a expectativa de taxas de juros mais altas impactaram o mercado. Marcelo Marangon, presidente do Citi no Brasil, observou que a dificuldade em distribuir algumas transações já era visível no final de 2023. O Banco Central iniciou um ciclo de aperto monetário, elevando a taxa básica em quase três pontos percentuais. Economistas projetam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 2,1% em 2024, inferior aos 3,3% do ano anterior.
Em um cenário de contenção, a Raízen, fabricante de açúcar e etanol, está reconsiderando seus planos de investimento, incluindo a venda de ativos e a suspensão de novas usinas. Marangon acredita que fusões e aquisições podem impulsionar a emissão de títulos, enquanto Wilberg prevê um mercado estável em comparação a 2023. Em 2023, emissores brasileiros venderam US$ 29,6 bilhões em títulos internacionais, um aumento de 57% em relação a 2022.
O BNDES aprovou um financiamento de R$ 7,3 bilhões para a EcoRioMinas, que opera trechos rodoviários no Rio de Janeiro. O valor total de investimentos previstos até 2030 é de R$ 15 bilhões, com a expectativa de gerar 24 mil empregos. O financiamento será realizado por meio de títulos de dívida, uma estratégia crescente do BNDES, que permite a participação de outros investidores e facilita a revenda dos papéis no futuro. Em 2024, o BNDES já aprovou R$ 28,2 bilhões em financiamentos via debêntures, quase o dobro do total de 2023.
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