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Lucro do S&P 500 cresce 17,9%, mas empresas adotam postura cautelosa para 2025

- O lucro por ação (LPA) do S&P 500 cresceu 17,9% no quarto trimestre de 2024. - As "outras 492" empresas superaram as Big Techs na contribuição para o LPA. - Previsões para o primeiro trimestre de 2025 foram revisadas para baixo, de US$ 62,46 para US$ 60,17. - O setor financeiro teve alta de 56,2%, liderando o crescimento de lucros. - Expectativa de crescimento de 12,1% no LPA em 2025, abaixo dos 14,5% previstos.

Os resultados do quarto trimestre de 2024 (4T24) das empresas do Standard & Poor’s 500 (S&P 500) revelaram um crescimento de 17,9% no lucro por ação (LPA) em relação ao ano anterior, superando as expectativas iniciais de 11,1%. Este desempenho marca o sexto trimestre consecutivo de alta e representa o maior avanço desde o quarto […]

Os resultados do quarto trimestre de 2024 (4T24) das empresas do Standard & Poor’s 500 (S&P 500) revelaram um crescimento de 17,9% no lucro por ação (LPA) em relação ao ano anterior, superando as expectativas iniciais de 11,1%. Este desempenho marca o sexto trimestre consecutivo de alta e representa o maior avanço desde o quarto trimestre de 2021, conforme análise da XP Investimentos. O S&P 500 é composto pelas 500 maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos, incluindo gigantes como Microsoft, Apple e Amazon.

Diferentemente de anos anteriores, a maior parte desse crescimento provém das chamadas “outras 492” empresas do índice, que excluem as grandes de tecnologia. Este grupo contribuiu com 10,8 pontos percentuais para o avanço do LPA, superando pela primeira vez em dois anos as Big Techs. Apesar do resultado positivo, muitos executivos expressaram cautela nas teleconferências, citando preocupações com tarifas comerciais e a valorização do dólar, o que levou a uma revisão para baixo das projeções de LPA para o primeiro trimestre de 2025, de US$ 62,46 para US$ 60,17.

O setor financeiro foi o principal responsável pelo crescimento, com alta de 56,2%, seguido por comunicações (29,6%) e consumo discricionário (27%). No geral, 55% das empresas superaram as previsões de receita, enquanto 74% reportaram lucros melhores do que o esperado. No setor de tecnologia, 66% das empresas tiveram receitas acima do previsto, impulsionadas pelo crescimento da inteligência artificial, com destaque para a Nvidia e a AMD, que apresentou resultados mistos.

O setor de saúde também se destacou, com 71% das empresas reportando receitas acima do esperado. Companhias como UnitedHealth e Walgreens conseguiram reduzir custos, enquanto a CVS enfrentou desafios. Para 2025, as projeções indicam um crescimento de 12,1% no LPA, abaixo dos 14,5% previstos anteriormente, devido a uma base de comparação elevada e incertezas macroeconômicas, incluindo o cenário político nos Estados Unidos.

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