A Seven & i Holdings, operadora da rede de lojas 7-Eleven, anunciou a substituição de seu CEO, Ryuichi Isaka, pelo diretor independente Stephen Dacus, a partir de 27 de maio. A mudança ocorre em meio a uma proposta de aquisição de US$ 47 bilhões pela canadense Alimentation Couche-Tard. Dacus, que lidera o comitê responsável por […]
A Seven & i Holdings, operadora da rede de lojas 7-Eleven, anunciou a substituição de seu CEO, Ryuichi Isaka, pelo diretor independente Stephen Dacus, a partir de 27 de maio. A mudança ocorre em meio a uma proposta de aquisição de US$ 47 bilhões pela canadense Alimentation Couche-Tard. Dacus, que lidera o comitê responsável por avaliar a oferta, também se comprometeu a implementar uma reestruturação significativa na empresa.
Além da troca de liderança, a Seven & i revelou um plano de recompra de ações no valor de ¥ 2 trilhões (aproximadamente US$ 13,4 bilhões) e a intenção de listar sua subsidiária norte-americana, 7-Eleven Inc., até o segundo semestre de 2026. A empresa enfrenta críticas de investidores sobre sua alocação de capital e busca aumentar seu valor de mercado, especialmente após a proposta de aquisição que foi elevada.
Os investidores têm pressionado a Seven & i a desbloquear valor, e a recente movimentação pode ser vista como uma tentativa de afastar a oferta da Couche-Tard. Lorraine Tan, analista da Morningstar, comentou que a recompra de ações é uma estratégia para elevar o valor de mercado e ajudar a repelir a proposta. Apesar disso, a avaliação atual da empresa, em ¥ 5,5 trilhões, ainda está cerca de 22% abaixo da oferta da Couche-Tard.
Dacus, que tem vasta experiência no setor de varejo, destacou a importância de retornar valor aos acionistas e afirmou que a Seven & i precisa recuperar seu ímpeto. A empresa, que possui mais de 80 mil lojas 7-Eleven em 20 países, também está vendendo sua unidade de superlojas para a Bain Capital por US$ 5,5 bilhões e reduzindo sua participação na Seven Bank. As novas diretrizes visam revitalizar a empresa em um ambiente que historicamente resiste a grandes aquisições internacionais.
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