O vice-presidente e ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira, 10 de dezembro de 2024, que as iniciativas do governo federal para reduzir os preços dos alimentos não terão efeitos imediatos nas prateleiras dos supermercados. Em entrevista à rádio CBN, Alckmin destacou que a alta dos preços é preocupante e foi […]
O vice-presidente e ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira, 10 de dezembro de 2024, que as iniciativas do governo federal para reduzir os preços dos alimentos não terão efeitos imediatos nas prateleiras dos supermercados. Em entrevista à rádio CBN, Alckmin destacou que a alta dos preços é preocupante e foi impulsionada por fatores climáticos que afetaram a produção e pela cotação do dólar, que alcançou R$ 6,20.
Alckmin apontou que a expectativa é de queda nos preços devido à recente diminuição da cotação do dólar e à previsão de uma safra recorde. Para isso, o governo decidiu zerar o imposto de importação de diversos produtos, incluindo carnes, açúcar, café e milho, com o intuito de provocar um impacto mais rápido nos mercados e aliviar a pressão inflacionária, especialmente sobre as famílias de baixa renda.
O vice-presidente também fez um apelo aos estados para que considerem a isenção do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a cesta básica, enfatizando que, embora a medida seja uma sugestão, não será obrigatória. Ele afirmou: “A hora que o dólar se mantiver nesse patamar, o clima melhorar e a safra vai ser recorde, isso vai melhorar, é transitório.”
Além disso, Alckmin reafirmou que o governo não tem planos de tributar as exportações do agronegócio. Na última sexta-feira, 7 de dezembro, o presidente Lula mencionou que, se os preços não apresentarem queda, poderá tomar medidas mais drásticas, embora não tenha detalhado quais seriam essas ações.
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