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Fiscal expansionista do Brasil pressiona taxas de juros, alerta CEO da BGC Liquidez

- Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, prevê política fiscal expansionista até 2025. - A taxa Selic se mantém em 15%, refletindo desaceleração econômica no Brasil. - Lucci destaca riscos de reprecificação no mercado devido a fatores fiscais e internacionais. - Cenário internacional pode impactar câmbio e juros, mas efeito no PIB é marginal. - Inflação projetada para 2025 é de 6,9%, acima do consenso do mercado.

A política fiscal expansionista do governo brasileiro está influenciando as taxas de juros, conforme analisou Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, em entrevista ao CNN Money. Ele destacou que a produção industrial e outros dados econômicos recentes refletem uma taxa de juros real próxima a 10%. Lucci mencionou que a taxa terminal da Selic está […]

A política fiscal expansionista do governo brasileiro está influenciando as taxas de juros, conforme analisou Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, em entrevista ao CNN Money. Ele destacou que a produção industrial e outros dados econômicos recentes refletem uma taxa de juros real próxima a 10%. Lucci mencionou que a taxa terminal da Selic está em torno de 15%, com expectativa de queda no final deste ano ou início do próximo.

Lucci também observou que a desaceleração da economia é esperada diante das altas taxas de juros. A preocupação central é como o governo federal lidará com a questão fiscal nos próximos meses. Ele citou as votações do orçamento e a discussão sobre a isenção do Imposto de Renda como fatores que podem impactar negativamente a situação fiscal.

No cenário internacional, Lucci comentou sobre a recente fuga ao risco, que resultou em quedas nos índices das bolsas americanas. Ele alertou que isso pode afetar indicadores brasileiros, como câmbio e juros, mas acredita que o impacto direto no PIB do Brasil será marginal, afetando principalmente setores como aço e etanol.

Para 2025, Lucci prevê que a política fiscal permanecerá expansionista, especialmente por ser um ano pré-eleitoral. A equipe da BGC Liquidez projeta uma inflação de 6,9%, quase 1% acima do consenso do mercado. Ele concluiu que, se a política fiscal continuar nesse caminho, o mercado poderá reprecificar e inflar a curva de juros novamente, indicando que os desafios econômicos do Brasil seguirão significativos nos próximos anos.

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