A expectativa de aumento nos gastos militares globalmente tem impulsionado as ações de empresas do setor de defesa, como a Embraer (EMBR3). De acordo com um relatório da XP Investimentos, as ações dessas companhias têm se valorizado significativamente, especialmente na Europa, onde o índice Stoxx Europe Aerospace & Defense subiu 40% em 2024. A decisão […]
A expectativa de aumento nos gastos militares globalmente tem impulsionado as ações de empresas do setor de defesa, como a Embraer (EMBR3). De acordo com um relatório da XP Investimentos, as ações dessas companhias têm se valorizado significativamente, especialmente na Europa, onde o índice Stoxx Europe Aerospace & Defense subiu 40% em 2024. A decisão de governos europeus de reforçar suas capacidades militares foi intensificada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar uma possível suspensão de recursos para a Ucrânia.
Nesse cenário, a Embraer se beneficia do crescente interesse por suas aeronaves militares, como o cargueiro KC-390, que já foi adquirido por países como Portugal, Áustria e República Tcheca. Além disso, a empresa assinou um Memorando de Entendimento com a Polônia para avaliar a instalação de uma linha de montagem do KC-390, o que pode fortalecer sua presença na Europa. No setor comercial, a Embraer está em negociações com a LOT Polish para a venda de jatos da família E2.
O relatório da XP também destaca um crescimento de 38% nas vendas de ônibus no Brasil em fevereiro, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. As exportações de geração, transmissão e distribuição de energia mostraram melhora mensal, mas ainda estão abaixo dos volumes históricos. O primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia por baterias está previsto para o segundo semestre de 2025, o que pode estimular novos investimentos.
A aprovação do plano “ReArm Europe” pela União Europeia, que destinará 800 bilhões de euros para defesa, pode resultar em um aumento significativo nos pedidos para a Embraer. O Bradesco BBI estima que isso pode gerar mais de 50 encomendas do cargueiro C-390 por países da OTAN, permitindo à empresa manter um ritmo de entrega de 10 aeronaves por ano até 2030. Além disso, a subsidiária EVE da Embraer está projetando avanços na certificação de eVTOLs para operação até 2027, o que levou o banco a manter a recomendação de compra das ações da companhia e revisar seu preço-alvo para R$ 90 até 2025.
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