Márcio Appel, sócio-fundador da Adam Capital, acredita que a Argentina pode se transformar em uma nova Singapura se adotar políticas econômicas eficazes. Em entrevista ao programa Outliers InfoMoney, ele compartilhou sua trajetória no mercado financeiro, relembrando sua participação na restauração da dívida argentina durante o governo de Mauricio Macri, um processo que, segundo ele, foi […]
Márcio Appel, sócio-fundador da Adam Capital, acredita que a Argentina pode se transformar em uma nova Singapura se adotar políticas econômicas eficazes. Em entrevista ao programa Outliers InfoMoney, ele compartilhou sua trajetória no mercado financeiro, relembrando sua participação na restauração da dívida argentina durante o governo de Mauricio Macri, um processo que, segundo ele, foi um grande sucesso. Appel também destacou sua experiência em IPOs e investimentos em empresas de alto crescimento na América Latina.
Durante sua passagem pela Turpoint, Appel implementou uma estratégia inovadora em comparação aos hedge funds de Nova York, que costumavam revender ações de IPOs rapidamente. Ele buscava identificar empresas promissoras antes do início do processo de abertura de capital, contatando instituições como a XP para obter informações antecipadas. Essa abordagem se mostrou lucrativa, permitindo alocações significativas em ofertas públicas concorridas e reduzindo riscos para os investidores.
Appel também mencionou seu investimento no Mercado Livre, que na época era visto por muitos como um site de contrabando, sem compreender a importância do Mercado Pago. Sua trajetória tomou um novo rumo ao fundar o fundo 30knots, quando foi surpreendido pelo anúncio do SoftBank, que investiria US$ 5 bilhões na América Latina. Após negociações, ele e sua equipe foram contratados pelo SoftBank em um movimento de “aquahire”, onde reconheceu o valor do aprendizado adquirido.
Durante sua atuação no SoftBank, Appel participou de mais de dez conselhos de empresas relevantes, como Vtex, QuintoAndar e Creditas, acumulando experiências valiosas. Ele refletiu sobre a importância dessa fase, afirmando que subestimou o quanto ainda tinha a aprender e que a experiência no SoftBank foi fundamental para conhecer empreendedores e outros fundos de investimento no mercado privado.
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