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Caixa enfrenta atrasos na liberação de recursos para financiamento imobiliário em 2025

- O SBPE teve saída de R$ 21,7 bilhões, dificultando financiamentos em 2024. - Famílias enfrentam atrasos e buscam alternativas com juros mais altos, como Bradesco. - A falta de recursos e a alta da Selic afetam o acesso à casa própria no Brasil. - A Caixa Econômica Federal ajustou cotas de financiamento devido à escassez de recursos. - A Abrainc pede medidas para ampliar recursos e evitar retração no setor imobiliário.

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O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) encerrou 2024 com uma saída de R$ 21,7 bilhões, conforme dados do Banco Central. Essa situação impactou diretamente a liberação de recursos para financiamento imobiliário, especialmente na Caixa Econômica Federal, dificultando a realização do sonho da casa própria para muitos brasileiros. O cenário revela uma falta sistêmica […]

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) encerrou 2024 com uma saída de R$ 21,7 bilhões, conforme dados do Banco Central. Essa situação impactou diretamente a liberação de recursos para financiamento imobiliário, especialmente na Caixa Econômica Federal, dificultando a realização do sonho da casa própria para muitos brasileiros. O cenário revela uma falta sistêmica de recursos, que pode comprometer novos financiamentos em 2025 e nos anos seguintes.

Um casal de São Paulo, que havia aprovado um financiamento de R$ 1,3 milhão, enfrentou atrasos na liberação dos recursos, levando-os a optar por um financiamento menor de R$ 350 mil em outra instituição, resultando em parcelas mensais mais altas. A situação se agravou com a venda do imóvel anterior e a necessidade de alugar um novo, enquanto aguardavam a liberação da Caixa. A falta de recursos disponíveis foi confirmada pelo gerente do banco, que indicou um contingenciamento que afetava a agência.

A diretoria da Caixa reconhece que o ritmo de saques na poupança é superior ao de novas entradas, o que gera preocupação sobre a capacidade de financiamento. Apesar de os financiamentos com recursos do SBPE terem totalizado R$ 73,4 bilhões, a demanda crescente e as limitações orçamentárias exigiram ajustes nas cotas de financiamento. A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) destaca a necessidade de ampliar os recursos disponíveis, sugerindo medidas como a liberação do Compulsório da Poupança e a redução do prazo de vencimento das Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

A Caixa anunciou que, em 2024, concedeu R$ 223,6 bilhões em crédito imobiliário, um aumento de 20,6% em relação ao ano anterior. Para 2025, a expectativa é manter o mesmo nível de contratações. Entretanto, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê uma queda de 17% no volume de crédito com recursos da poupança, o que ainda representaria um montante significativo. Especialistas sugerem que, diante do aumento das taxas de juros e da inflação, os consumidores podem buscar alternativas como aumentar o valor da entrada e financiar diretamente com construtoras.

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