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Goldman Sachs recomenda ações de empresas com vendas apenas nos EUA diante de tarifas iminentes

Goldman Sachs orienta investidores a priorizar ações de empresas com vendas apenas nos EUA, como Verizon e Kroger, em meio a tarifas de Trump.

O cenário econômico dos Estados Unidos está em transformação, especialmente com a iminência dos tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente Donald Trump, que devem entrar em vigor em 2 de abril. Em meio a essa incerteza, a Goldman Sachs sugere que investidores priorizem empresas que dependem de vendas internas, evitando aquelas com alta exposição ao mercado […]

O cenário econômico dos Estados Unidos está em transformação, especialmente com a iminência dos tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente Donald Trump, que devem entrar em vigor em 2 de abril. Em meio a essa incerteza, a Goldman Sachs sugere que investidores priorizem empresas que dependem de vendas internas, evitando aquelas com alta exposição ao mercado internacional. O chefe de estratégia de ações dos EUA da Goldman, David Kostin, recomenda a compra de ações de um grupo denominado “Domestic Sales”, que inclui empresas com 100% de suas vendas nos EUA, tornando-as menos vulneráveis às tarifas.

A política comercial protecionista de Trump tem gerado volatilidade no mercado financeiro, levantando preocupações sobre a possibilidade de uma desaceleração no consumo e no crescimento econômico. O índice S&P 500, por exemplo, já entrou em uma correção de 10%, situando-se 7,9% abaixo do seu pico histórico em fevereiro. As incertezas sobre o impacto das tarifas e possíveis novas medidas setoriais têm afetado o sentimento dos investidores.

Entre as empresas que se destacam por não terem vendas fora dos Estados Unidos estão gigantes de telecomunicações como Verizon e T-Mobile, além de empresas do setor de construção e reforma, como Lowe’s e D.R. Horton, e a rede de supermercados Kroger. Essas empresas, por conta de sua estrutura de vendas, devem ser menos impactadas pelas mudanças nas políticas tarifárias.

A Goldman Sachs, ao recomendar essas ações, busca oferecer uma estratégia de proteção aos investidores em um ambiente econômico incerto. A expectativa é que, ao focar em empresas com forte presença no mercado interno, os investidores consigam mitigar os riscos associados às flutuações do comércio internacional e às políticas do governo.

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