A Lavoro, uma varejista de insumos agrícolas com sede em São Paulo, está em negociações com fornecedores para estender os prazos de pagamento. Essa iniciativa ocorre em um cenário de liquidez restrita no mercado e entre os produtores, com a assessoria da Alvarez & Marsal e do Pinheiro Neto Advogados. A empresa, controlada pelo Pátria […]
A Lavoro, uma varejista de insumos agrícolas com sede em São Paulo, está em negociações com fornecedores para estender os prazos de pagamento. Essa iniciativa ocorre em um cenário de liquidez restrita no mercado e entre os produtores, com a assessoria da Alvarez & Marsal e do Pinheiro Neto Advogados. A empresa, controlada pelo Pátria Investimentos, busca evitar disputas judiciais enquanto tenta reestruturar suas obrigações financeiras.
Recentemente, a Lavoro revisou suas projeções de lucros para 2025, citando um “aperto significativo nas condições de financiamento de estoque”. No primeiro trimestre fiscal de 2025, a companhia registrou um prejuízo de R$ 267 milhões, em comparação a um prejuízo de R$ 71 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita também caiu 13% na mesma comparação, levando a empresa a fechar 70 lojas no Brasil, reduzindo o total para 183 unidades.
As ações da Lavoro, que são negociadas nos Estados Unidos, sofreram uma queda superior a 20% em 2024, após uma perda de quase 50% do seu valor no ano anterior. Esse cenário reflete uma desaceleração mais ampla na indústria do agronegócio no Brasil, que enfrenta um aumento da inadimplência entre os agricultores, resultado de anos de expansão impulsionada por dívidas, seguidos por uma queda nos preços das safras e aumento das taxas de juros.
A Lavoro, a Patria Investimentos, a Alvarez & Marsal e o Pinheiro Neto Advogados não comentaram oficialmente sobre as negociações em curso. A situação atual da empresa ilustra os desafios enfrentados pelo setor agrícola, que está lidando com um ambiente econômico cada vez mais desafiador.
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