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Desigualdade de gênero persiste no mercado de trabalho; mulheres ocupam 32% de cargos de gerência em 2024

A desigualdade de gênero persiste no Brasil, com apenas 32% de mulheres em cargos de liderança. Pesquisa revela que 72% delas veem falta de oportunidades.

Cerca de 72% das mulheres no Brasil acreditam que não há igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, conforme pesquisa da Infojobs. Além disso, 67% afirmam que a maternidade e fatores pessoais externos impactam negativamente suas chances de contratação ou promoção. Os principais desafios enfrentados incluem a falta de reconhecimento e oportunidades de crescimento (49%), […]

Cerca de 72% das mulheres no Brasil acreditam que não há igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, conforme pesquisa da Infojobs. Além disso, 67% afirmam que a maternidade e fatores pessoais externos impactam negativamente suas chances de contratação ou promoção. Os principais desafios enfrentados incluem a falta de reconhecimento e oportunidades de crescimento (49%), a disparidade salarial em relação aos homens (38%) e a necessidade de comprovar suas competências mais que os colegas masculinos (35%).

A presença feminina em cargos de liderança no Brasil ainda é baixa, com 32% das posições de gerência ocupadas por mulheres em 2024, um aumento modesto em relação aos 29% de 2015. A participação feminina diminui significativamente nas etapas seguintes da carreira: 17% de gerência para diretoria e 21% de diretoria para vice-presidência. O LinkedIn destaca que a desigualdade é mais pronunciada em setores como tecnologia e serviços financeiros, com quedas de até 40% e 46%, respectivamente.

Em janeiro de 2025, a América Latina registrou uma queda de 22% nas contratações em comparação ao ano anterior, enquanto globalmente, 45% das novas contratações foram de mulheres, uma redução de 1,6 ponto percentual. Ana Claudia Plihal, do LinkedIn Brasil, enfatiza que empresas que promovem diversidade tendem a ter melhor desempenho financeiro e inovação.

Para reverter esse cenário, o LinkedIn sugere que as empresas adotem contratações e promoções baseadas em habilidades, o que poderia aumentar a presença feminina em funções sub-representadas em até 12%. Além disso, recomenda processos seletivos mais inclusivos, programas de mentoria interna e revisão de políticas de benefícios e flexibilidade.

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