A economia da zona do euro não cresceu em abril, segundo uma pesquisa. O setor de serviços teve uma queda, enquanto a indústria teve uma leve melhora. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto ficou em 50,1, um pouco acima de 50, mas abaixo do esperado. O setor de serviços caiu de 51,0 para 49,7, o que foi um fator importante para a estagnação. O otimismo entre as empresas de serviços também diminuiu. Por outro lado, a atividade industrial subiu de 48,6 para 48,7, o maior nível em 27 meses, e a produção industrial alcançou 51,2, o melhor resultado em quase três anos. Apesar das tarifas dos Estados Unidos, os fabricantes da zona do euro estão aumentando a produção.
Crescimento econômico da zona do euro estagna em abril, aponta pesquisa
Londres – A economia da zona do euro apresentou estagnação em abril, conforme revelado por uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira. A contração no setor de serviços e a desaceleração contínua da indústria impactaram o resultado, sinalizando dificuldades para a recuperação econômica.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da HCOB, compilado pela S&P Global, registrou 50,1 pontos no mês, queda em relação aos 50,9 de março. O índice, que separa crescimento de contração, ficou ligeiramente acima da marca de 50, mas abaixo da estimativa de 50,3 em pesquisa da Reuters.
Setor de serviços impacta o resultado geral
O setor de serviços apresentou contração, com o PMI caindo de 51,0 para 49,7. Economistas apontam que a queda na atividade do setor de serviços foi um fator determinante para a estagnação da economia. “O setor de serviços se transformou em um pouco de estraga prazeres”, afirmou Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.
O otimismo entre as empresas de serviços também diminuiu, com o índice de perspectivas de negócios caindo para 53,1, o menor nível desde meados de 2020, auge da pandemia de Covid-19.
Indústria mostra leve melhora
Apesar do cenário geral, a atividade industrial apresentou uma leve melhora, com o PMI subindo de 48,6 para 48,7, o maior valor em 27 meses. A produção industrial registrou um salto, atingindo 51,2, o ponto mais alto em quase três anos.
Analistas destacam que, apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos, os fabricantes da zona do euro não demonstraram grande preocupação, aumentando a produção pelo segundo mês consecutivo. “A indústria parece estar se mantendo melhor do que o esperado”, completou de la Rubia.
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