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Indústria do café pede aumento de capital de giro para enfrentar altas históricas

Abic solicita aumento no Funcafé e equiparação de juros para indústrias, enquanto Brasil se projeta como potência cafeeira, apesar da queda na safra.

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O setor de café no Brasil está enfrentando problemas financeiros devido ao aumento dos preços do café verde, o que afeta o dinheiro disponível para as indústrias. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) pediu um aumento no fundo que ajuda as indústrias e quer que as taxas de juros para elas sejam iguais às dos agricultores. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, disse que estão tentando aumentar o fundo para mais de R$ 7 bilhões, o que ajudaria as indústrias a ter mais recursos com juros mais baixos. O preço do café verde subiu muito nos últimos dois anos, e as indústrias não conseguiram aumentar os preços para os consumidores. Por exemplo, uma indústria que pagava R$ 1.300 por uma saca de café agora paga R$ 2.500, o que prejudica seu fluxo de caixa. Além disso, o consumo de café caiu 0,55% no início de 2025, mas a Abic teme que essa queda aumente no segundo trimestre. O Brasil é visto como uma futura potência no mercado de café, mesmo com a previsão de uma queda na safra de 2025/26, que deve ser de 62,8 milhões de sacas, uma redução de 6,4% em relação ao ano anterior. Essa diminuição é atribuída ao clima seco que afetou a produção de café arábica, mas o robusta deve ter uma safra recorde de 24,7 milhões de sacas.

O setor cafeeiro brasileiro enfrenta dificuldades financeiras devido ao aumento histórico dos preços do café verde, impactando o capital de giro das indústrias. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) solicitou um aumento no percentual do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinado ao capital de giro e a equiparação das taxas de juros para a indústria com as dos agricultores.

Pavel Cardoso, presidente da Abic, afirmou que a associação está mobilizando esforços junto ao Conselho Deliberativo da Política do Café para aumentar o capital de giro do Funcafé, que deve ultrapassar R$ 7 bilhões. Ele destacou que a liberação desse capital com juros mais baixos proporcionará um “fôlego adicional” para as indústrias.

A situação se agravou, pois o preço do café verde subiu significativamente nos últimos dois anos, enquanto as indústrias não conseguiram repassar esses aumentos para o consumidor final. Cardoso exemplificou que uma indústria que pagava R$ 1.300 pela saca de café em novembro agora paga R$ 2.500, o que compromete o fluxo de caixa.

Queda no consumo do café também preocupa o setor. Dados preliminares indicam uma retração de 0,55% no consumo no primeiro trimestre de 2025, considerada positiva diante do aumento de preços. Contudo, a Abic teme que essa redução se acentue no segundo trimestre, especialmente após novos reajustes.

O Brasil é visto como uma futura potência cafeeira, apesar da previsão de queda na safra de 2025/26, que deve ser de 62,8 milhões de sacas, uma redução de 6,4% em relação ao ciclo anterior. O banco holandês Rabobank atribui essa diminuição ao clima seco que afetou a produção de café arábica, embora o robusta deva alcançar um recorde de 24,7 milhões de sacas.

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