O peso argentino surpreendeu ao se manter acima de 1.175 pesos por dólar, mesmo após a flexibilização da taxa de câmbio em abril. O presidente Javier Milei criticou economistas que esperavam uma queda acentuada da moeda, chamando-os de “econo-trapaceiros”. O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que o banco central não intervenha no mercado cambial, a menos que o peso caia para 1.400. Em vez disso, o FMI sugeriu comprar dólares para aumentar as reservas. Milei afirmou que o banco central não comprará dólares até que o peso chegue a 1.000. A taxa de juros de 29% atrai investidores para operações de troca de dólares por pesos. Milei também prometeu um superávit orçamentário em 2025 e reduziu a impressão de dinheiro, aumentando a confiança dos investidores. Apesar disso, a pressão sobre o peso pode crescer no segundo semestre, com a queda das exportações e as eleições em outubro, levando investidores a trocarem ativos em pesos por dólares. Economistas alertam que a inflação não será um problema, a menos que o peso caia drasticamente.
O peso argentino tem surpreendido analistas ao se manter acima de 1.175 pesos por dólar após a flexibilização de sua taxa de câmbio fixa em abril. O presidente Javier Milei criticou economistas que previam uma desvalorização acentuada, chamando-os de “econo-trapaceiros”. Desde a flutuação parcial, a moeda oscilou, mas permanece acima do novo limite inferior de 1.400 pesos por dólar.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) orientou o banco central a não intervir no mercado cambial, a menos que o peso caia para 1.400. Em vez disso, o FMI incentivou a compra de dólares para aumentar as reservas. Milei afirmou que o banco central não comprará dólares até que o peso atinja 1.000. A taxa de juros de referência de 29% também atrai investidores para operações de carry trade, onde se trocam dólares por pesos.
Milei reduziu o uso da impressão de dinheiro e prometeu um superávit orçamentário em 2025, o que elevou a confiança dos investidores. Fernando Marull, da consultoria FMyA, destacou que as condições atuais favorecem a manutenção do peso na metade inferior de sua banda, impulsionadas pela safra de soja.
Entretanto, a pressão sobre o peso pode aumentar no segundo semestre, com a diminuição dos dólares de exportação e as eleições de meio de mandato em outubro. A expectativa é que investidores convertam ativos em pesos para dólares antes das eleições. Economistas, como Martin Rapetti, alertam que a inflação pode não ser um problema, a menos que o peso caia drasticamente.
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