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Fluxo de investimentos estrangeiros na Bolsa brasileira é afetado por tarifas dos EUA

Brasil se destaca entre emergentes, mas incertezas comerciais e tarifas dos EUA geram aversão ao risco e fuga de investimentos.

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O cenário econômico global está complicado por tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o que fez muitos investidores ficarem cautelosos. No Brasil, a Bolsa de Valores perdeu R$ 10,885 bilhões em abril até o dia 16, cancelando a entrada de R$ 10,642 bilhões do primeiro trimestre de 2025. O fluxo de capital externo está negativo em R$ 242,979 milhões. Essa saída de recursos aumentou após os EUA anunciarem tarifas recíprocas em 2 de abril. Um especialista da XP Investimentos comentou que isso mostra o medo de uma recessão na economia americana. Uma pesquisa do Bank of America revelou que apenas 6% dos gestores de fundos na América Latina estão dispostos a correr mais riscos, uma queda em relação a 21% em março. Apesar disso, o Brasil é visto como uma boa opção entre os países emergentes. Um economista da XP destacou que as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros são de apenas 10%, o que foi uma surpresa, já que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil. O agronegócio brasileiro pode se beneficiar se o comércio entre os EUA e a China diminuir, com a China podendo comprar mais do Brasil. Investidores estrangeiros estão otimistas com o real, achando que é uma boa moeda em comparação com outras. O Banco Central do Brasil está sendo menos agressivo com o aumento de juros, mas a XP prevê que a Selic deve passar de 15%, com um aumento esperado em maio. O Brasil pode voltar a atrair investimentos se as condições externas melhorarem.

O cenário econômico global enfrenta desafios devido às tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, resultando em uma aversão ao risco entre investidores. No Brasil, a Bolsa de Valores sofreu uma evasão de investimentos, com a retirada de R$ 10,885 bilhões em abril até o dia 16, anulando a entrada de R$ 10,642 bilhões registrada no primeiro trimestre de 2025. Dados da B3 indicam que o fluxo de capital externo está negativo em R$ 242,979 milhões.

A saída de recursos se intensificou após o anúncio de tarifas recíprocas pelos EUA em 2 de abril. O estrategista de ações da XP Investimentos, Raphael Figueredo, afirma que essa movimentação reflete o sentimento de aversão ao risco, exacerbado por temores de recessão na economia americana. Uma pesquisa do Bank of America revela que apenas 6% dos gestores de fundos da América Latina estão dispostos a assumir mais riscos, uma queda significativa em relação aos 21% de março.

Brasil como Aposta Promissora

Apesar do cenário adverso, o Brasil se destaca como uma aposta promissora entre os emergentes. O economista-chefe da XP, Caio Megale, participou de um encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e observou que o Brasil é visto como um “vencedor relativo”. As tarifas impostas aos produtos brasileiros foram de apenas 10%, o que surpreendeu, já que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil.

Além disso, o agronegócio brasileiro pode se beneficiar de uma possível retração no comércio entre os EUA e a China, com a China redirecionando suas exportações para o Brasil. Megale destacou que investidores estrangeiros demonstram otimismo em relação ao real, considerando-o uma boa aposta em comparação com outras moedas emergentes.

Expectativas Futuras

O Banco Central brasileiro já adotou uma postura menos agressiva no ciclo de alta de juros, mas a XP projeta que a Selic deve ultrapassar 15%, com uma elevação de meio ponto percentual prevista para maio. O cenário de incerteza ainda persiste, mas, se as condições externas melhorarem, o Brasil pode voltar a atrair investimentos significativos.

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