João Ricardo Mendes, fundador da Hurb, foi preso por roubar obras de arte em um hotel e em um shopping no Rio de Janeiro. Enquanto isso, a Hurb enfrenta mais de 34 mil processos de clientes, a maioria iniciada em 2023, e deve mais de R$ 100 milhões em execuções fiscais. A empresa perdeu a autorização para operar no setor turístico e teve seu site retirado do ar devido a reclamações de pacotes não entregues durante a pandemia. Mendes, que renunciou ao cargo de CEO em 2023 após polêmicas, ainda toma decisões na empresa, como demitir funcionários e esvaziar o escritório. A Hurb teve bens penhorados para ressarcir clientes, e uma empresa de pagamentos retém milhões para compensar mais de 1.500 clientes que processaram a Hurb. Mendes também teve problemas com clientes em grupos de WhatsApp, onde fez comentários inadequados. Ele já foi investigado por ameaças e estelionato, e a Hurb não comentou os últimos acontecimentos.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (25), o empresário João Ricardo Mendes, fundador da Hurb, por furto de obras de arte em um hotel de luxo e em um shopping center na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Mendes é acusado de furtar itens valiosos enquanto a Hurb enfrenta mais de 34 mil processos movidos por clientes, a maioria iniciada em 2023.
As execuções fiscais contra a Hurb superam R$ 100 milhões. Em abril, a empresa perdeu a autorização para atuar no setor turístico em todo o Brasil, conforme decisão do Ministério do Turismo. As principais queixas dos consumidores envolvem pacotes vendidos durante a pandemia de Covid-19, que não foram entregues devido a problemas financeiros e alta da inflação.
A Hurb foi alvo de diversas multas e sanções por descumprimentos contratuais. Sem soluções para os clientes lesados, a empresa teve seu cadastro cancelado pelo Ministério do Turismo e seu site retirado do ar por determinação judicial. Caso volte a operar sem autorização, a Hurb pode enfrentar multa diária de R$ 80 mil.
João Ricardo Mendes renunciou ao cargo de CEO em 2023 após polêmicas, incluindo interações inadequadas com clientes em grupos de WhatsApp, onde chegou a ofender consumidores. Apesar da renúncia, ele continuou a tomar decisões na empresa, como demitir 200 colaboradores e esvaziar o escritório na Barra da Tijuca.
As dificuldades financeiras da Hurb levaram à penhora de bens, incluindo estações de trabalho, para ressarcir clientes. A empresa de processamento de pagamentos Adyen reteve milhões de reais da Hurb para compensar mais de 1.500 clientes que acionaram a justiça. Mendes, em um grupo de WhatsApp, alegou que o bloqueio judicial prejudicava o cumprimento das viagens contratadas.
O histórico criminal de Mendes inclui investigações por ameaça, calúnia e estelionato. A Hurb não se manifestou sobre os recentes acontecimentos até o fechamento desta reportagem.
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