Fabricantes chineses estão usando o TikTok para vender produtos diretamente aos consumidores nos Estados Unidos, especialmente por causa das altas tarifas de importação. O número de vídeos promovendo compras de fábricas chinesas cresceu 250%, com influenciadores americanos ajudando nessa tendência. Esses vídeos mostram itens de luxo, como leggings e bolsas, a preços muito mais baixos do que os das marcas conhecidas, mas muitas vezes as alegações sobre a autenticidade dos produtos são falsas. Influenciadores estão promovendo aplicativos chineses de compras, como DHGate e Taobao, para ajudar os consumidores a economizar antes que novas tarifas sejam aplicadas. O DHGate se tornou um dos aplicativos mais baixados recentemente. Apesar das dúvidas sobre a qualidade dos produtos, a demanda é alta, com pessoas criando listas de fábricas que vendem réplicas de produtos de luxo. O TikTok, que pertence à empresa chinesa ByteDance, disse que está removendo alguns vídeos que promovem produtos falsificados, mas muitos ainda estão disponíveis. Vendedores chineses estão usando a plataforma para encontrar novos clientes após quedas nas vendas devido às tarifas, com a ideia de que vão onde o negócio está.
Fabricantes chineses estão utilizando redes sociais como TikTok para vender produtos diretamente aos consumidores americanos, especialmente devido às altas tarifas sobre importações. O volume de vídeos promovendo compras diretas de fábricas chinesas aumentou 250% recentemente, com influenciadores americanos impulsionando essa tendência.
Esses vídeos promovem itens de luxo, como leggings e bolsas, a preços muito inferiores aos das marcas conhecidas, como Lululemon e Hermès. Muitas vezes, afirmam que os produtos são fabricados nas mesmas fábricas que produzem para essas marcas, embora essa informação seja frequentemente falsa. Influenciadores têm promovido aplicativos de compras chineses, como DHGate e Taobao, para ajudar os consumidores a economizar antes que novas tarifas sejam implementadas.
Na última semana, o DHGate foi um dos dez aplicativos mais baixados nas lojas da Apple e do Google. Os vídeos acumulam milhões de visualizações e geram comentários favoráveis à China, com frases como “Trump atacou o país errado”. Essa situação oferece uma oportunidade rara para trabalhadores e donos de fábricas chinesas se comunicarem diretamente com o público americano, mesmo em um contexto de proibição de redes sociais na China.
Crescimento nas redes sociais
Segundo Margot Hardy, analista da Graphika, a hashtag #ChineseFactory teve 29.500 publicações no TikTok e 27.300 no Instagram em 23 de abril. Especialistas em varejo afirmam que é improvável que os produtos vendidos sejam autênticos, já que as fábricas geralmente têm acordos de confidencialidade com grandes marcas. Sucharita Kodali, analista da Forrester, destacou que o governo chinês pode estar permitindo a disseminação desses vídeos, priorizando outros interesses.
Apesar das incertezas sobre a autenticidade dos produtos, a demanda permanece alta. Elizabeth Henzie, de Mooresville, Carolina do Norte, criou uma planilha com fábricas que vendem “réplicas” de produtos de luxo e já acumula mais de 1 milhão de visualizações em seu perfil do TikTok. Ela acredita que os esforços dos fabricantes chineses são uma forma de ajudar os consumidores americanos.
O TikTok, pertencente à empresa chinesa ByteDance, afirmou que está removendo alguns vídeos que promovem produtos falsificados, mas muitos continuam a circular. Vendedores na China, como Yu Qiule e Louis Lv, começaram a usar a plataforma para encontrar novos clientes após quedas nas vendas devido às tarifas. A filosofia dos empresários chineses é clara: “vamos aonde o negócio estiver”.
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