As ações da Azul caíram 8,72%, agora valendo R$ 1,78, e acumulam uma desvalorização de 46% em abril, a maior do Ibovespa. Isso aconteceu após a empresa captar R$ 1,66 bilhão, um valor bem abaixo do esperado. A oferta de ações foi concluída na semana passada, com a maior parte do dinheiro vindo da conversão de dívidas, totalizando R$ 1,6 bilhão. A expectativa inicial era captar até R$ 4,1 bilhões. A emissão foi feita a R$ 3,58 por ação, mas a baixa demanda dos acionistas impactou negativamente. A XP Investimentos comentou que a captação resultou em uma leve redução da alavancagem, enquanto o JPMorgan atualizou suas previsões, mantendo a recomendação neutra, mas retirou o preço-alvo anterior de R$ 9,50, alertando que a diluição dos acionistas pode chegar a 85%. O Bradesco BBI mantém recomendação de compra para as ações da Azul, com preço-alvo de R$ 5.
Pelo terceiro pregão consecutivo, as ações da Azul (AZUL4) enfrentam uma queda significativa de 8,72%, cotadas a R$ 1,78. No acumulado de abril, a desvalorização chega a 46%, a maior do Ibovespa no mês. O movimento ocorre após a companhia concluir uma captação de R$ 1,66 bilhão, valor muito abaixo do esperado.
A oferta pública de ações foi finalizada na semana passada, com a maior parte dos recursos provenientes da conversão de dívidas, totalizando R$ 1,6 bilhão. O capital novo captado ficou aquém da expectativa inicial de até R$ 4,1 bilhões. A emissão foi precificada a R$ 3,58 por ação, com um bônus de subscrição para cada nova ação adquirida. A baixa demanda dos acionistas existentes impactou negativamente a captação.
Análises de Mercado
A XP Investimentos destacou que a captação de novos recursos resultou em uma redução modesta da alavancagem, de apenas 0,4 vez na relação dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). A Genial também observou que, apesar da relevância do anúncio para a renegociação da dívida, o resultado ficou abaixo das expectativas, especialmente na entrada de capital novo.
O JPMorgan atualizou suas estimativas para a Azul, mantendo a recomendação neutra, mas retirou o preço-alvo anterior de R$ 9,50. Os analistas alertam que a diluição dos acionistas minoritários pode chegar a 85%, considerando as iniciativas de gestão de passivos da companhia. Isso inclui a emissão de 96 milhões de ações para arrendadores e a conversão de debêntures.
O Bradesco BBI, por sua vez, mantém recomendação de compra para a Azul, com preço-alvo de R$ 5, enquanto classifica as ações da Gol como venda, com preço-alvo de R$ 0,50.
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