As vendas de cognac do grupo Rémy Cointreau caíram mais de 20% em 2024-2025, com uma queda de 30,8% apenas no quarto trimestre. A empresa, que depende muito das vendas de cognac, viu sua atividade geral diminuir 18%. Na América, as vendas caíram 20,2% devido a um mercado em desaceleração. Na região da Ásia-Pacífico, a queda foi de 18,2%, principalmente por causa da China, onde as vendas foram afetadas por uma comparação com um ano anterior muito alta e pela suspensão das vendas em duty free. Além disso, a empresa enfrenta novos direitos de importação na China, com tarifas de 38,1% que podem ser confirmadas em 2025-2026. Para lidar com essa situação, a Rémy Martin, uma das marcas do grupo, colocou centenas de funcionários em regime de trabalho parcial. Nos Estados Unidos, a empresa também pode enfrentar tarifas adicionais de até 20% se as ameaças de Donald Trump se concretizarem.
O grupo Rémy Cointreau enfrenta um cenário desafiador no mercado de cognac, com vendas caindo mais de 20% no exercício de 2024-2025. A empresa, que depende fortemente do sucesso do cognac, registrou uma redução de 30,8% apenas no quarto trimestre.
As vendas na região das Américas diminuíram 20,2%, refletindo esforços de desestoque em um mercado afetado por um ralentamento da consumo. Na Ásia-Pacífico, as vendas caíram 18,2%, com a China sendo o principal fator dessa queda. O cognac, que representa cerca de dois terços do faturamento do grupo, teve uma queda de 21,4% no ano.
Impactos das Tarifas
A situação é agravada pela imposição de direitos de importação na China, que desde outubro de 2024 aplica tarifas adicionais de 38,1% sobre as importações de cognac. A empresa já sinalizou que, se essas tarifas forem confirmadas, um plano de ação será ativado para mitigar os efeitos a partir de 2025-2026. Para o exercício atual, o impacto é considerado marginal.
Além disso, a filial Rémy Martin decidiu colocar vários centenas de funcionários em regime de chamado parcial uma vez por mês até junho, em resposta às dificuldades do mercado chinês e a um conflito comercial com a União Europeia. Nos Estados Unidos, a ameaça de tarifas adicionais de 20% sobre produtos da União Europeia também preocupa a empresa.
Perspectivas Futuras
Apesar das dificuldades, a empresa observa uma leve recuperação no quarto trimestre, com uma forte retomada nas vendas. Contudo, a dependência do mercado chinês e as incertezas em relação às tarifas nos Estados Unidos continuam a ser fatores críticos para o desempenho futuro do grupo.
Entre na conversa da comunidade