As agências bancárias, muitas vezes consideradas menos importantes no mercado imobiliário, podem ser ativos valiosos se estiverem bem localizadas e geridas. O fundo RBVA11, da Rio Bravo, está mudando seu portfólio, reduzindo a participação de agências para menos de 50% e diversificando seus inquilinos. O gestor Felipe Ribeiro destacou que, mesmo com a diminuição das agências pelos bancos, ainda há interesse em manter contato físico com os clientes, como demonstrado pela transformação de um imóvel da C&A em um centro de investimentos do Itaú. O fundo também tem vendido agências por preços acima do valor patrimonial, atraindo investidores que buscam imóveis em locais conhecidos. A localização é fundamental, já que as agências costumam estar em áreas privilegiadas. Para aumentar a diversidade, o fundo incorporou o RBED11, que tinha a Cogna como locatária, o que ajudou a reduzir riscos e aumentar as opções de venda. Esses temas são discutidos no programa Liga de FIIs, exibido semanalmente no YouTube.
O fundo RBVA11, gerido pela Rio Bravo, está promovendo uma diversificação significativa em seu portfólio, reduzindo a participação de agências bancárias para menos de 50%. Essa mudança foi discutida no programa Liga de FIIs, transmitido pelo InfoMoney. O fundo, que historicamente locou imóveis para instituições como Caixa Econômica Federal e Santander, agora busca um perfil de inquilinos mais diversificado.
Felipe Ribeiro, gestor de fundos imobiliários da Rio Bravo, destacou que nenhum locatário individual ultrapassa essa fatia, reforçando a estratégia de diversificação. O fundo tem conseguido reposicionar rapidamente imóveis que ficam disponíveis, mesmo com a redução do número de agências bancárias nos últimos anos. Ribeiro citou a conversão de um imóvel da C&A, no Rio de Janeiro, em um Investment Center do Itaú como exemplo do potencial desses ativos.
Liquidez e Vendas
A liquidez dos imóveis também foi abordada. Ribeiro afirmou que o fundo tem vendido agências acima do valor patrimonial, atraindo investidores que buscam ativos físicos. “Tem investidor que quer o imóvel da rua que conhece”, afirmou. A localização estratégica das agências é um fator crucial, com imóveis frequentemente situados em pontos privilegiados.
Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP, complementou que nunca se vê uma agência bancária em uma rua sem saída, o que reforça o potencial de uso alternativo desses imóveis. Para ampliar a diversificação, o fundo incorporou o RBED11, um fundo educacional, reduzindo a concentração de risco e aumentando as opções de venda.
Esses temas e outros relevantes sobre fundos imobiliários são discutidos semanalmente no Liga de FIIs, exibido às quartas-feiras, às 18h, no YouTube. A nova temporada já contou com a participação de gestores de grandes instituições, como RBR Asset e Kinea Investimentos.
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