O Brasil subiu cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2023, alcançando a 84ª posição com um IDH de 0,786. Esse avanço se deve principalmente ao aumento da renda e da saúde, mas a educação continua estagnada, o que impede um progresso maior. O IDH ajustado pela desigualdade mostra que o Brasil é um dos países mais desiguais entre os que têm alto desenvolvimento humano, com uma queda de 24% nesse índice. Isso significa que, ao considerar as desigualdades em saúde, educação e renda, o Brasil perde 21 posições no ranking. O relatório do PNUD também destaca que a expectativa de vida aumentou para 75,85 anos e a renda per capita subiu para US$ 18 mil. No entanto, a expectativa de anos de escolaridade permanece em 15,79 anos e a escolaridade média em 8,43 anos, sem mudanças nos últimos três anos. O PNUD alerta para uma desaceleração no desenvolvimento humano global e sugere que a inteligência artificial pode ajudar a reverter essa tendência, promovendo novas oportunidades de emprego e melhorias em setores como educação e saúde.
O Brasil avançou cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2023, alcançando a 84ª posição com um IDH de 0,786, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgado nesta terça-feira, 6 de maio. O país, que agora está ao lado de Palau, mostra progresso em renda e saúde, mas enfrenta estagnação na educação.
Embora o Brasil tenha melhorado em dois dos quatro fatores que compõem o IDH, a educação continua sem avanços significativos. A expectativa de anos de escolaridade permanece em 15,79 anos, enquanto a escolaridade média da população é de 8,43 anos, números que não mudam desde 2021. O IDH ajustado pela desigualdade revela uma queda de 24%, colocando o Brasil entre os países mais desiguais do grupo de alto desenvolvimento humano.
O relatório destaca que, apesar do aumento na expectativa de vida, que subiu de 74,87 anos para 75,85 anos, e da renda per capita, que passou de US$ 17,5 mil para US$ 18 mil, as desigualdades persistem. O 1% mais rico da população detém 21,1% da renda nacional, um contraste significativo em relação a países como a Islândia, onde o topo da pirâmide possui apenas 8% da renda.
Desafios e Oportunidades
O PNUD alerta para uma “desaceleração sem precedentes” no desenvolvimento humano global, com o menor crescimento do IDH desde 1990. A desigualdade entre países ricos e pobres aumentou, e a expectativa de vida estagnou, o que pode atrasar as metas de desenvolvimento humano para 2030. Achim Steiner, coordenador do PNUD, enfatiza que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta crucial para reverter essa tendência, propondo uma abordagem centrada no humano.
A pesquisa do PNUD indica que metade da população acredita que seus empregos serão automatizados, mas 60% esperam que a IA traga novas oportunidades. O relatório sugere que, com políticas adequadas, a IA pode impulsionar o desenvolvimento humano, modernizando sistemas de educação e saúde para atender às demandas do século XXI.
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