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Mercado financeiro enfrenta instabilidade sem precedentes sob governo Trump

Mercado de dívida enfrenta volatilidade com captações rápidas. Brasil deve emitir até US$ 25 bilhões, enquanto investidores buscam segurança.

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Executivos do Santander Brasil afirmam que o mercado financeiro está muito instável devido às políticas do governo Trump, o que faz com que as decisões sobre transações sejam tomadas rapidamente. O Brasil deve captar entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões em bonds, enquanto o mercado local continua funcionando normalmente. A volatilidade é alta, com prêmios de risco muito maiores do que o normal, e os investidores estão mais cautelosos, preferindo títulos de maior liquidez e menor risco. Apesar disso, as empresas estão se adaptando, fazendo emissões menores e mais frequentes para aproveitar as oportunidades que surgem.

Executivos do Santander Brasil afirmam que o mercado financeiro enfrenta instabilidade devido às políticas do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. Essa situação tem impactado a captação de recursos por empresas e a atuação de investidores em mercados de dívida. As transações, que antes eram programadas, agora são decididas rapidamente, refletindo uma alta volatilidade nos prêmios de risco.

O Brasil deve captar entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões em bonds, enquanto o mercado local opera normalmente. Sandro Marcondes, responsável pela área de Global Debt Finance do Santander Brasil, destaca que a atual crise é singular, com instabilidades provocadas por políticas governamentais, ao contrário de crises anteriores, como a do Covid-19, que foram causadas por fatores exógenos.

Miguel Diaz, responsável pelas emissões externas do Santander Brasil, observa que os investidores estão cautelosos e aguardando melhores condições para novas captações. Ele explica que não há um pipeline de emissões, e as empresas precisam agir rapidamente para aproveitar as breves janelas de oportunidade. O Índice do Medo (Vix) atingiu 50 pontos-base, um nível muito acima dos 12 a 13 pontos-base do ano anterior, indicando um cenário de incerteza.

A preferência dos investidores tem sido por títulos de maior liquidez e menor risco, como os soberanos. Recentemente, a Colômbia captou US$ 3,8 bilhões com alta demanda, mas pagou um prêmio elevado. Em contraste, os bancos norte-americanos também levantaram recursos, mas com prêmios significativamente maiores. Para os emissores brasileiros, o primeiro semestre pode ser mais favorável para setores defensivos, enquanto empresas com crédito menos consolidado podem enfrentar dificuldades.

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