Os mercados financeiros estão passando por um momento de grande instabilidade, especialmente após a imposição de tarifas pelo governo dos EUA. Recentemente, houve uma saída significativa de capital das ações americanas, com investidores buscando alternativas na Europa e no Japão. Dados mostram que, na semana até 30 de abril, as ações dos EUA tiveram uma saída de 8,9 bilhões de dólares, enquanto as ações europeias e japonesas receberam, respectivamente, 3,4 bilhões e 4,4 bilhões de dólares. Além disso, ativos defensivos, como ações de serviços públicos e ETFs de dividendos, estão atraindo mais investimentos, enquanto ouro e títulos do Tesouro dos EUA enfrentaram saídas. Especialistas notam que a percepção sobre os Estados Unidos como um destino seguro para investimentos mudou rapidamente, com muitos agora considerando diversificação internacional como uma estratégia importante. Apesar das incertezas, alguns investidores ainda veem potencial nas empresas americanas, destacando que muitas delas têm operações globais e podem se beneficiar de uma recuperação futura.
A volatilidade nos mercados financeiros aumentou nos últimos meses, especialmente após a imposição de tarifas pelo governo dos Estados Unidos. Recentemente, houve uma saída significativa de capital das ações americanas, com investidores buscando alternativas em mercados europeus e japoneses.
Dados do Bank of America indicam que, na semana encerrada em trinta de abril, as ações dos EUA enfrentaram uma saída de R$ 8,9 bilhões. Para cada R$ 100 que entraram nas ações americanas desde a eleição presidencial de 2024, houve um desinvestimento de R$ 5 nas últimas três semanas. Em contrapartida, as ações europeias e japonesas atraíram R$ 3,4 bilhões e R$ 4,4 bilhões, respectivamente, nesta mesma semana.
O interesse por ativos defensivos também cresceu. O Bank of America relatou que seus clientes privados, que possuem R$ 3,7 trilhões em ativos, estão cada vez mais preocupados com a deflação nos EUA. Eles têm investido em ações de serviços públicos e ETFs de alta dividendos, considerados defensivos, enquanto vendem instrumentos de dívida e títulos protegidos contra a inflação.
A percepção sobre o mercado americano mudou drasticamente. Em janeiro, durante o Fórum Econômico de Davos, os EUA eram vistos como o único destino viável para investimentos em ações. No entanto, essa visão se alterou, com o sócio-fundador da LIS Capital, Tito Ávila, afirmando que o “excepcionalismo americano” está sendo questionado. Apesar das incertezas, ele acredita que os EUA ainda são um local privilegiado para negócios.
A diversificação internacional é vista como essencial. Ávila destacou que a alocação de brasileiros em investimentos no exterior é baixa, representando apenas de 2% a 4% da poupança, em comparação com 20% a 25% em países como Peru e Chile. Essa diversificação pode melhorar o retorno esperado dos portfólios.
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