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Banqueiros discutem crescimento econômico e desafios na 88ª Convenção Bancária do México

Banqueiros e governo discutem revisão do Fobaproa e financiamento a pequenas empresas em convenção sob cenário econômico desafiador.

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A 88ª Convenção Bancária da Associação de Bancos de México começou em Nayarit, reunindo líderes de 51 bancos para discutir os desafios econômicos do país, especialmente as políticas protecionistas dos Estados Unidos. O presidente da associação, Julio Carranza, afirmou que, embora não haja previsão de recessão, o crescimento econômico deve ser muito baixo, apenas 0,2%. Os banqueros se reuniram com a presidente Claudia Sheinbaum, que propôs revisar o Fobaproa, um programa de resgate bancário de 1994. Carranza destacou que é importante olhar para o futuro e encontrar soluções, já que a regulamentação atual é muito mais robusta do que há 30 anos. Eduardo Osuna, do BBVA México, lembrou que o resgate foi crucial para proteger os depositantes e evitar uma crise maior. Carranza também mencionou que a banca mexicana tem 1,3 trilhões de pesos disponíveis para financiar o desenvolvimento do país e que este ano o crédito privado deve crescer 7,1%. Além disso, os bancos estão investindo em tecnologia para melhorar a segurança dos depósitos. Durante a convenção, os participantes discutirão temas como cibersegurança, inclusão financeira e transformação digital.

A 88ª Convenção Bancária da Associação de Bancos de México começou nesta quinta-feira, em Nayarit, reunindo líderes de cinquenta e um bancos do país. O evento ocorre em um cenário econômico desafiador, marcado por políticas protecionistas dos Estados Unidos que afetam o crescimento do México.

Os banqueros se reuniram com a presidente Claudia Sheinbaum para discutir a revisão do Fobaproa, um programa de resgate bancário de 1994. O presidente da Associação de Bancos de México, Julio Carranza, destacou que o crescimento econômico projetado é de apenas 0,2% para este ano. Ele afirmou que, apesar da expectativa de não haver recessão, o crescimento será baixo devido a mudanças nas políticas comerciais dos EUA.

Durante a convenção, Carranza enfatizou a importância de focar em soluções futuras, em vez de revisitar problemas do passado. Ele mencionou que a regulamentação atual é muito mais robusta do que há trinta anos, tornando a banca parte da solução para os desafios econômicos. O diretor geral do Grupo Financeiro BBVA México, Eduardo Osuna, reforçou que o resgate bancário foi crucial para proteger os depósitos dos cidadãos e evitar uma crise mais profunda.

Financiamento para Pequenas e Médias Empresas

Os banqueros se comprometerão a aumentar o financiamento para pequenas e médias empresas (PMEs), que atualmente recebem R$ 500 bilhões, representando 8% do crédito ao setor privado. Carranza observou que a informalidade e a falta de educação financeira são barreiras que impedem essas empresas de solicitar crédito.

A convenção também abordará temas como cibersegurança, inclusão financeira e transformação digital. Em 2024, o setor bancário mexicano teve um desempenho positivo, com lucros históricos de R$ 288 bilhões e um crescimento de 8,3% na carteira de crédito. A expectativa é que, no segundo semestre, a situação econômica se estabilize, permitindo um aumento de 7,1% no crédito privado.

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