O Brasil subiu para a 84ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2023, com um índice de 0,786, superando os dados de 2019. Apesar desse avanço, a educação não melhorou e a desigualdade continua alta, fazendo com que o IDH ajustado caia para 0,594. O país teve ganhos em renda e saúde, com o PIB por habitante aumentando para US$ 18.011 e a expectativa de vida subindo para 75,85 anos. No entanto, a escolaridade média permanece em 8,43 anos e a expectativa de escolaridade em 15,79 anos, sem mudanças significativas desde 2020. A desigualdade é um problema sério, com os 40% mais pobres recebendo apenas 11,3% da renda total, enquanto os 10% mais ricos ficam com 41%. O Brasil é um dos países que mais perde posições no ranking quando se considera a desigualdade. A pobreza também diminuiu, passando de 28,01% em 2023 para 25,36% em 2024.
O Brasil avançou cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e ocupa agora a 84ª posição entre 193 países, com um índice de 0,786. O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado em seis de dezembro de 2023, mostra que o país superou os dados de 2019, antes da pandemia.
Os dados revelam que, apesar do progresso em renda e saúde, a educação estagnou. A escolaridade média permanece em 8,43 anos e a expectativa de escolaridade em 15,79 anos. O Brasil, que tinha um PIB per capita de US$ 12.178 em 1990, agora alcançou US$ 18.011. A expectativa de vida ao nascer subiu de 65,86 para 75,85 anos.
Desigualdade Persistente
A desigualdade social continua a ser um grande desafio. O IDH ajustado para desigualdade caiu para 0,594, resultando em uma perda de 21 posições no ranking. Os 40% mais pobres da população detêm apenas 11,3% da renda, enquanto os 10% mais ricos acumulam 41%. Esse cenário coloca o Brasil entre os países que mais perdem posições quando a desigualdade é considerada.
O economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que a desigualdade é uma “marca incômoda” do Brasil. O país é o terceiro que mais perde posições no ranking ajustado pela desigualdade, atrás apenas de Barbados e África do Sul.
Impactos da Pandemia
O relatório também aponta que a pandemia teve um impacto significativo na educação. O grupo mais afetado foi o de crianças e jovens, que enfrentaram dificuldades na socialização e alfabetização. Neri acredita que iniciativas como o programa Pé-de-Meia, que oferece renda para adolescentes que permanecem na escola, podem ajudar a melhorar os índices educacionais.
O IDH global, por sua vez, teve um crescimento mínimo, refletindo uma desaceleração sem precedentes. O administrador do Pnud, Achim Steiner, alerta que essa desaceleração pode atrasar o progresso em desenvolvimento humano por décadas, tornando o mundo mais vulnerável a crises econômicas e ecológicas.
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